Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

VISITANDO A SEDE DA NVIDIA EM SANTA CLARA

22/03/2013

Visitar a sede de uma grande empresa de tecnologia e saber como as coisas funcionam é o sonho de todo apaixonado por tecnologia. Geeks como eu adoram ter acesso a esse tipo de privilégio. Foi pensando em levar isso aos nossos leitores que há dois anos realizamos o primeiro Adrenaline on the Road. Esse ano realizaremos a segunda versão, mas isso é papo para outro post.

Hoje estou aqui para falar da sensacional visita que fizemos ontem a Nvidia. Pude conferir de perto o campus da empresa, local onde trabalham mais de 6.000 funcionários e funciona todo o núcleo de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Tivemos acesso as coisas mais comuns, como o pátio externo, estações de trabalho, lanchonete da empresa, área de suporte, mas, principalmente, pudemos conferir de perto um laboratório muito bacana da empresa. Yeahhh baby!! Um laboratório onde coisas divertidas acontecem!

Fachada do headquarter da NVIDIA, em Santa Clara

Curiosidades é o que geralmente não faltam em visitas como essas. Que tal conhecer o primeiro funcionário da Nvidia? Pois bem, andando no estacionamento eis que cruzo com Ninja, um simpático... buldogue francês! Sim, ele é o funcionário número um não humano a "trabalhar" na Nvidia. A empresa é "pet friendly" e permite que seus funcionários tragam seus bichinhos de estimação para o trabalho. Ninja foi o primeiro e tem até crachá de identificação - além de ser muito amigável e fofo.

Ainda no caminho entre o estacionamento para visitantes e as áreas que eu iria visitar, cruzo com um caminhão / salão de beleza. Já tinha visto caminhões de comida no estacionamento de grandes empresas aqui nos Estados Unidos, mas um caminhão para cortar o cabelo é a primeira vez...

Antes de chegarmos a biblioteca, ponto alto da visita, uma passada pelo refeitório. Lá conversamos com um gerente da área de Geforce, que nos mostrou uma apresentação detalhada de um produto que chegará em breve ao mercado e deve fazer bastante barulho. Infelizmente, devido ao embargo, não posso passar maiores detalhes, mas fiquem ligados no Adrenaline nos próximos dias. :)

Onde eu estava mesmo? Ahhh o laboratório...
Como eu ia dizendo, visitar um labs e conseguir imagens do mesmo é muito raro. Por questões de segurança as empresas não costumam permitir imagens e filmagens em áreas como esta. Bom, chegando lá fomos atendidos pelo diretor geral do Laboratório de Qualidade e Defeito da Nvidia, o Ph.D Howard Marks. Logo de cara recebemos alguns brindes muito legais: dois chips defeituosos, um da recém lançada Geforce GTX Titan e outro de um Tegra 3.

Howard Marks nos mostra dois chips Tegra

Isso mesmo, vocês não leram errado, eu disse defeituosos!! E continua sendo muito legal!! Afinal, mesmo que funcionassem, o que eu faria com eles? Aliás, esse é o propósito do laboratório: receber produtos que apresentaram defeitos no processo de fabricação, detectar o tipo de defeito e sua localização exata, isolando-o e alertando a fábrica para que saibam onde e como corrigi-lo.

Imaginem o chip da Geforce GTX Titan, com mais de 7 bilhões de transistores. Quando um chip como esse apresenta defeito são necessários equipamentos muito sofisticados e diversos testes para conseguir descobrir o que está acontecendo. Para isso são necessários diversos equipamentos super avançados e caros, obviamente.

Entre os equipamentos utilizados no lab está um scanner em 3D, que usa uma  lente semelhante a do telescópio Hubble - fabricada pela mesma empresa. Conforme brincou Howard "O Hubble procura estrelas infinitamente pequenas no espaço e nós defeitos infinitamente pequenos entre bilhões de transistores". O scanner gera uma imagem 3D que consegue mostrar as 10 camadas de um chip Tegra 3, por exemplo, ajudando a procurar defeitos estruturais na impressão do chip.


Há também uma grande máquina responsável por testes elétricos. Ela emite pulsos elétricos em áreas especificas do chip e checa se a corrente chega ao outro lado. Se tudo der certo, o teste não dura mais do que 3 segundos para testar todos os 7 bilhões de transistores de uma GTX Titan.

Outro equipamento que chamou atenção foi uma máquina utilizada na análise de chips para PS3. Por motivos óbvios, atualmente a máquina já não se encontra em funcionamento, afinal, o chip já tem sete anos e todos os defeitos foram sanados há um bom tempo. Howard mencionou uma curiosidade sobre o PS3: no lab eles conseguiram reduzir o tamanho do chip e aumentar o número de transistores, porém a Sony aprovou apenas a diminuição do chip para deixá-lo mais compacto e utilizá-lo no Playstation 3 Slim. Já o aumento do número de transistores não foi utilizado, pois a Sony não queria mudar as especificações do chip, mantendo-o igual por toda uma geração do console.

Ainda sobre os equipamentos, toda vez que Howard mostrava uma grande máquina e explicava quão incrível ela era, ele fazia questão de mencionar que a mesma custava alguns milhões de dólares - normalmente algo entre $2 e $3 milhões de dólares, complementando que "para ganhar bilhões, precisamos gastar milhões". 

Saindo do lab, satisfeito com que havia visto, tempo para uma última parada para fotos com a Monalisa da Nvidia. Em 2008 durante o Nvision, evento que ocorreu aqui mesmo no Vale do Silício, tive a oportunidade de assistir ao vivo a criação da Monalisa, pelos caras do MythBusters. Hoje terminamos nosso tour visitando a obra e a máquina utilizada na sua criação de perto. Muito legal!


Jornalistas da América Latina visitando a sede da Nvidia
 
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar