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OUYA PODE VIRAR MUITO MAIS DO QUE SOMENTE O CONSOLE

20/03/2013

Durante uma apresentação no GPU Technology Conference (GTC), Julie Uhrman, CEO do Ouya, falou um pouco sobre o projeto do console baseado em Android e, durante as sessão de perguntas, deu sinais de que o Ouya pode ser muito mais que "um cubinho de hardware".

O console será lançado na semana que vem durante o Gamer Developer Conference (GDC), e Uhrman deu sinais claros que a estreia do aparelho é a principal preocupação agora, mas nas entrelinhas de algumas respostas deixou claro que a plataforma pode trazer ainda mais novidades no futuro. Ao ser perguntada sobre a possibilidade de acordos com fabricantes, a CEO mostrou muito interesse em levar o Ouya a outros aparelhos: "É claro que achamos ótimo o serviço de nossos designers, mas não vejo problema nenhum em sumir com esta pequena caixa e inserir os componentes em um televisor, por exemplo, e  usando um controle entregar a mesma experiência do console", brinca.

Isto é resultado da criação de um novo ecossistema em torno do console, indo além do aparelho. A loja de aplicativos do Ouya, que irá substituir o Google Play no console, será focada em games e apps aprovados para este novo player do mercado de games, com direito a seleção de conteúdos que farão parte desta loja online. Aqui temos um ponto importante:  o Ouya nasce da ideia de trazer uma abordagem diferente da feita por Sony,Nintendo e Microsoft em seus consoles, impondo uma série de requerimentos para ser possível "entrar em seus mundos". Se errarem a mão, e serem excessivamente restritivos nos apps que entrarão para sua loja, o Ouya corre o risco de se tornar exatamente o que pretende se opor, deixando os pequenos desenvolvedores e projetos inovadores de fora (tudo o que mais queremos neste console, por sinal).

Falando em ecossistema, outra pergunta dirigida a CEO foi em relação a acessórios. Com as grandes fabricantes de videogames inserindo novas interações por gesto, uma das questões foi exatamente sobre a chegada de acessórios que tragam novas experiências com os games, indo além do controle. Uhrman afirmou que há empresas em contato, com interesse em fabricar este tipo de periférico, mas disfarçou: "precisamos nos focar no lançamento do console, na próxima semana. Se não fizermos isto direito, não há sentido em se preocupar com este tipo de questão".

Em relação a novas versão do console (sim, ele nem foi lançado, mas isto já é um tópico bastante discutido), Uhrman detalhou um pouco mais da política de lançamentos do Ouya. O videogame terá novas versões anuais, seguindo um ritmo semelhante ao visto em smartphones (o que faz sentido, já que o hardware é muito parecido), seguindo uma lógica bastante simples: "vamos escolher os melhores componentes disponíveis mantendo o preço de US$ 99".

Resumindo todas as respostas, vemos que o nem-lançado console já é mais que a caixinha com Tegra que vimos (e imploramos para existir) lá no KickStarter: o Ouya já está se torando um ecossistema mais complexo, com direito a loja de aplicativos, acessórios próprios e incorporando novas funções, como streaming através do Netflix. Não há problema nenhum nisto, contanto que não esqueçam que o grande objetivo do console é trazer algo diferente dos sistemas fechados como a PSN e o iOS (Uhrman já falou que pornografia, por exemplo, fica de fora do console). A segunda questão importante é que fazer planos é ótimo, mas não se esqueçam de lançar o console também, afinal, é por isto que todos realmente esperamos. Mais uma decepção em tão pouco tempo pode ser fatal para os fãs de Simcity, que já andam bem fragilizados ultimamente.

Duas perguntas também ficaram no ar, na apresentação. Por que a apresentação tinha como título "Developing and Optimizing Apps and Games for OUYA", pois nem desenvolvimento de apps, nem otimização, foram discutidos em momento algum, e como Julie consegue falar tão rápido. Em cinco minutos a CEO tinha resumido todo o processo de criação e o ecossistema do Ouya mas, aparentemente, não havia respirado nenhuma vez. 

 
 
Fonte: Adrenaline

 
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