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BRASILEIRO NÃO QUER USO DE DADOS PESSOAIS PARA FINS COMERCIAIS

19/03/2013

O ConsumerLab da Ericsson, grupo que estuda o comportamento do usuário, gerou um novo estudo revelando que mais de 60% dos brasileiros disseram que se sentiriam mal se as empresas usassem suas informações pessoais para fins comerciais. E 50% deles mudariam o seu comportamento se soubessem que as empresas usaram as suas informações pessoais com este objetivo. 

Além disso, de acordo com os dados colhidos no Brasil, as pessoas geralmente não ficam confortáveis ​​com o compartilhamento de suas informações online por não terem qualquer controle sobre isso. Os principais temas identificados como sendo de maior preocupação dizem respeito a registros médicos, salário e arquivos armazenados.

Qualidade

O único posicionamento favorável ao uso de informações pessoais diz respeito à mudanças na qualidade dos serviços prestados pelas empresas. Quase 60% dos consumidores brasileiros disseram que permitiriam às empresas o uso de suas informações pessoais, desde que fossem com o objetivo de melhorar os serviços atuais, desenvolver novos serviços ou personalizar uma oferta para eles.

Julia Casagrande, analista do ConsumerLab da Ericsson para América Latina e Caribe, diz: “Muitos consumidores querem ofertas e serviços personalizados e, ao mesmo tempo, empresas e organizações precisam ser muito cuidadosos a respeito de como planejar suas ofertas. Para isso, precisam utilizar as informações individuais de cada consumidor de acordo com as práticas estabelecidas pelos clientes. As informações pessoais podem melhorar a experiência do usuário, aumentando a fidelidade e até as vendas”.

Com relação aos dados globais do relatório, mais de 50% dos consumidores estão cientes de que suas informações pessoais são coletadas com propósito comercial, mas o que exatamente é utilizado, como e as razões para isso ainda não estão claras para a maioria. Pouco mais de 40% dos consumidores permitiriam às empresas usar suas informações pessoais quando uma proposta personalizada é feita a eles, com o objetivo de melhorar os serviços atuais e desenvolver novos.

A preocupação dos consumidores a respeito da sensibilidade das informações diminui se eles podem ver um claro e desejado benefício em compartilhar suas informações pessoais. O relatório demonstrou que envolver os consumidores pedindo sua permissão aumenta a confiança e o desejo de compartilhar informações pessoais. A transparência ou, em outras palavras, a compreensão de como as informações pessoais são utilizadas, melhora a relação dos consumidores com a empresa.

“Em uma sociedade conectada no Brasil, onde teremos 2 bilhões de dispositivos conectados e serviços associados geram informações, todo o ecossistema vai aumentar em importância. Isso dá aos consumidores a oportunidade de obter ofertas e serviços melhores e mais personalizados”, completa Julia.

O objetivo do relatório "Informações Econômicas Pessoais" foi descrever a compreensão, as necessidades, os comportamentos e as atitudes dos consumidores com relação às informações pessoais.

A pesquisa quantitativa foi baseada na plataforma analítica do ConsumerLab, que possui 23 mil entrevistas online feitas com pessoas de 15 a 69 anos, da Austrália, Brasil, China, Alemanha, Hong Kong, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido, Ucrânia e Estados Unidos, em maio de 2012. Já a pesquisa qualitativa foi realizada nos Estados Unidos e na Europa, envolvendo entrevistas detalhadas com consumidores e especialistas.

O ConsumerLab da Ericsson obtém seu conhecimento por meio de um programa global de pesquisa de consumo baseado em entrevistas com 100 mil pessoas todos os anos, em mais de 40 países e 15 megacidades – representando estatisticamente a visão de 1,1 bilhão de pessoas. Ambos os métodos, qualitativo e quantitativo, são usados e centenas de horas são gastas com consumidores de diferentes culturas.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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