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OFICIAIS DE SEGURANÇA VEEM CIBERATAQUES COMO AMEAÇA NÚMERO 1 AOS EUA

14/03/2013

Ciberataques estão perto do topo da lista das mais graves ameaças que os EUA enfrentam, com as preocupações rivalizando com o terrorismo e a Coreia do Norte, disseram as autoridades de inteligência da administração do presidente Barack Obama.

O diretor de segurança nacional, James Clapper, e o diretor do FBI, Robert Mueller, estavam entre os funcionários que apontavam os ciberataques como as principais ameaças durante uma audiência realizada na terça-feira (12/3) antes da Comissão de Inteligência do Senado.

Clapper, um general aposentado da Força Aérea, disse que não viu uma "matriz mais diversificada de ameaças e desafios" para a segurança nacional dos EUA durante seu tempo na defesa e comunidades de inteligência. Clapper usou ciberataques para iniciar o seu depoimento no Senado sobre as ameaças de segurança que enfrentam os EUA.

"Eu não posso exagerar a sua importância", disse Clapper. "Cada vez mais, os atores estatais e não-estatais estão ganhando e usando cyberexpertise. Estas capacidades colocam todos os setores do nosso país em risco, a partir de redes públicas e privadas de infraestruturas críticas".

As agências de inteligência veem interesse de organizações terroristas em adquirir cibercapacidades ofensivas, acrescentou. Os cibercriminosos estão usando mercados negros para vender ferramentas de hacking para uma série de organizações, disse ele.

Perguntado sobre quais ameaças o preocupam mais, Mueller identificou os ciberataques. O FBI investiga golpes ligados a atividades criminosas e terroristas, disse. Os grupos terroristas continuam a usar a Internet para recrutar seguidores, acrescentou.

Os membros da Comissão também levantaram preocupações sobre ciberataques. O senador Dan Coats, um republicano de Indiana, pediu ao Congresso para aprovar uma lei que incentive o compartilhamento de informações sobre ameaças cibernéticas entre empresas privadas e entre empresas e agências governamentais.

Uma ordem executiva assinada recentemente por Obama permite mais compartilhamento de informações por parte do governo para as empresas, mas as companhias precisam de proteção contra processos judiciais antes que elas se sintam confortáveis ​​em compartilhar suas informações, disse Coats.

A senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia e presidente do Comitê, disse que pretende apresentar um projeto de lei de compartilhamento de informação em breve.

Dois membros da Câmara dos Representantes apresentaram o controverso projeto de partilha de informação, o Cyber Intelligence Sharing and Protection Act (popularmente conhecido comoCISPA) em fevereiro.

Mesmo que a ameaça física de terrorismo contra os EUA esteja diminuindo, a ameaça de ataques cibernéticos e ciber-espionagem está crescendo, disse Feinstein. Relatórios recentes sugerem "ciberpenetrações maciças" em empresas norte-americanas, disse ela.

Durante a audiência, Clapper levantou preocupações sobre cortes no orçamento forçados no âmbito do processo do Congresso chamado de "sequestro".

As agências de inteligência serão forçadas a cortar cada programa em 7% durante este ano fiscal, e esses cortes irão prejudicar a capacidade das agências de adquirir a tecnologia necessária para combater ciberataques, disse ele. Os cortes também prejudicarão a segurança nacional de várias outras maneiras, completou.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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