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CEBIT 2013 FOCA NA CHAMADA ´SHARECONOMY´

05/03/2013

Após os eventos tecnológicos CES, em Las Vegas, e MWC, em Barcelona, as atenções da comunidade científica internacional se voltam para a cidade alemã de Hannover. Enquanto os dois eventos anteriores eram relacionados a tecnologia dos smartphones e tablets, a edição de 2013 da feira de informática Cebit irá tratar da economia digital e suas conexões com a indústria tradicional, e, acima de tudo, o que trazem as novas tecnologias para os consumidores.

Para o diretor da feira, Frank Pörschmann, a Cebit é um evento ímpar, tanto em sua forma quanto na estrutura. "Ela enfoca toda a palheta tecnológica: tecnologia da informação, telecomunicações, eletrônica, conteúdos, e tudo o que nasça a partir da articulação e interconexão entre esses campos."

Estarão presentes 4.100 empresas de 70 países diferentes, números que mantêm a feira como a maior do mundo em sua área.

Participação e benefícios

O tema central da Cebit em 2013 é a chamada shareconomy, o compartilhamento e a utilização conjunta de produtos. Sobretudo para os jovens, hoje em dia é totalmente normal compartilhar tudo via internet: informações, experiências, músicas. Podem-se alugar carros ou bicicletas por hora. A Cebit visa facilitar a compreensão desse tema um tanto complicado.

O saber é o único recurso que se multiplica quando compartilhado. "No fundo, é o que se vê hoje nas redes sociais, na era do Twitter e do Facebook", afirma Pörschmann. "E isso que eu chamo de ´facebookização´ se difunde cada vez mais na economia. Assim, o escasso recurso que é o saber se torna mais amplamente acessível, a economia pode crescer com mais rapidez e produzir inovações."

Os provedores de telefonia celular também desejam impulsionar e se beneficiar dessa dinâmica. Em face à diminuição dos preços na era das all net flatrates, as empresas têm que buscar novas formas para lucrar no futuro. O estande da Vodafone é um exemplo de possibilidades inéditas de conexão em rede. O porta-voz da empresa Kuzey Esener anuncia a apresentação na Cebit de um novo modelo de carsharing, o compartilhamento de automóveis. "A pessoa procura o carro, reserva e até o abre pelo smartphone", explica Esener.

Mas também é possível interconectar o moderno mundo do trabalho, já que os locais de trabalho se tornam crescentemente móveis. "Isso se estende a muitos setores. Nós estabelecemos redes de contato no campo de saúde e em diversas indústrias, que assim tornamos mais eficientes", afirma o funcionário da Vodafone.

Em 2012 Brasil foi parceiro

Além da shareconomy, outros temas da Cebit são aplicativos para celular e a "computação em nuvem", ou seja, o armazenamento de dados descentralizado. Desse modo, o tema segurança ganha destaque, como na edição anterior da feira, e muitas das soluções partem de jovens empresas de todo o mundo, mais de 200 das quais estarão presentes em Hannover.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, abre o evento de tecnologia de informação na noite dessa segunda-feira (04/03). Na manhã seguinte, ela faz um giro acompanhada por Donald Tusk, premiê da Polônia, país-parceiro da Cebit 2013. Entre as estações visitadas, encontra-se o estande conjunto de jovens empresários do setor de alta tecnologia.

Na edição de 2012 da Cebit,o Brasil foi o país-parceiro, no âmbito do Ano Brasil-Alemanha da Ciência, Tecnologia e Inovação 2010/11. Na ocasião a presidente Dilma Rousseff visitou a feira em Hannover acompanhada pela chefe de governo alemã. Essa parceria resultou em diversas iniciativas de cooperação, além de aprofundar os contatos entre as instituições científicas dos dois países.

Este ano, o Brasil participará da mostra pelo 14° ano consecutivo. Serão 17 empresas brasileiras mostrando suas soluções  de mobilidade, RFID (Radio Frequency Identification), infraestrutura, gestão de redes, simuladores de voo, educação, jogos e aplicações industriais e comerciais: oito companhias gaúchas, três paulistas, duas mineiras, uma carioca, uma pernambucana, uma catarinense e uma paraense.

A presença brasileira, como de costume, integra o programa de internacionalização competitiva de software e serviços de Tecnologia da Informação (TI) coordenado pela Associação para Promoção do Software Brasileiro - SOFTEX (www.softex.br) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Apex-Brasil (www.apexbrasil.com.br).

Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Comunicações (MiniCom) participarão do Fórum International Business Area (IBA). O Fórum IBA será realizado no Hall 6, o mesmo que abriga o Pavilhão Brasil IT+, e analisará as mais recentes tendências de internacionalização e as novidades na indústria digital de alta tecnologia. A iniciativa integra a CeBIT Pro, a nova plataforma que destacará os benefícios das parcerias no exterior com particular foco nos locais internacionais com vocação para  offshore outsourcing.

Em sua apresentação no dia 5 de março, Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI, apresentará detalhes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação adotada pelo Brasil para o período 2012-2015 e do Programa TI Maior, que traça a política nacional para software e serviços de TI. Entre as ações previstas no Programa estão a consolidação de ecossistemas digitais, a certificação e a preferência nas compras governamentais para software com tecnologia nacional, a aceleração de empresas nascentes de base tecnológica com foco em software e serviços (startups), a atração de centros de pesquisa globais e a capacitação de jovens para o mercado profissional.

No dia 8 de março, José Gontijo, diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia da Secretaria de Telecomunicações do MiniCom, falará sobre as principais ações que estão sendo levadas a efeito pela pasta, entre elas o Programa Nacional de Banda Larga, que tem como proposta dotar o país de uma moderna infraestrutura de comunicação de dados. O executivo do MiniCom também abordará as oportunidades de negócios oferecidas pelo setor de Telecomunicações no Brasil a partir da implantação da quarta geração de banda móvel, da televisão digital interativa, que abre um leque de possibilidade para a oferta de aplicações e serviços, e da regulamentação do Mobile Payment. O fato de o país sediar dois grandes eventos esportivos de expressão mundial (a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016) implica em implantar uma grande infraestrutura de comunicações e serviços, com oportunidades para toda a cadeia produtiva do setor de TIC.

“Um dos diferenciais da CeBIT é que ela não foca apenas nas grandes empresas”, comenta Rubén Delgado, presidente da Associação para Promoção do Software Brasileiro, SOFTEX, entidade responsável pela coordenação da participação brasileira no evento. “Hoje, as pequenas e médias corporações começam a entender que existe uma grande oportunidade de crescimento para elas, uma vez que a internacionalização dos serviços de TI é uma realidade e elas podem se beneficiar de parcerias firmadas além de suas fronteiras”, analisa.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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