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MARCAS NÃO DEPENDEM DE PUBLICIDADE PARA GANHAR DINHEIRO NA INTERNET

04/03/2013

Não é surpresa para ninguém que as redes sociais têm exercido um importante papel na divulgação de marcas. Somente no Brasil, 88% das empresas usam ao menos um site de relacionamento para construir sua imagem e estar mais próximas de seus clientes. 

Dentro das estratégias digitais das companhias, as redes sociais dividem espaço com a publicidade e, em alguns casos, estão sozinhas nos planos corporativos. Tática que, segundo Jan Rezab, CEO da maior empresa de análise de redes sociais, pode dar certo, desde que haja dedicação e disposição.

Em entrevista exclusiva ao Olhar Digital, o presidente-executivo da Socialbakers comenta sobre a independência da publicidade online e ainda aponta quais marcas brasileiras estão realizando um bom trabalho nas redes. Confira o bate-papo na íntegra logo abaixo.

Você acha possível criar uma boa estratégia na internet usando apenas as mídias sociais, sem investir em publicidade?

Sim, claro, desde que sua campanha nas redes seja correta para sua marca. Depende muito do tipo de negócio, quem é seu público-alvo e o que você espera alcançar. Se você está em um mercado focado em pessoas mais velhas e que não estão online com tanta frequência, então, talvez, o marketing social não é a opção ideal. Mas, se seu objetivo é construir um reconhecimento de marca entre adolescentes, jovens profissionais ou entusiastas de tecnologia, por exemplo, você tem grandes chances de sucesso. Similar à publicidade tradicional, se a sua mensagem é fraca e mal orientada nas redes, você não obterá retorno.

As mídias sociais podem ser usadas para plantar algo, como apresentar novos produtos ao mercado de uma forma inovadora, além de terem um excelente custo-benefício como ferramenta para ‘cuidar’ dos clientes. Você consegue monitorar o que os consumidores estão dizendo sobre sua marca e usar as informações para melhorar seus produtos e serviços. Onde mais você pode obter um feedback honesto e ver quem realmente está interessado na sua empresa?

Um empresário sem dinheiro pode incrementar seu negócio apenas com redes sociais?

Há um mito de que as rede sociais podem trazer bons resultados sem nenhum investimento. A rede social precisa de tempo e recursos. Para ser bem sucedido, é necessário uma estratégia adequada e alguém para monitorar os canais. A equipe de mídias sociais deve responder aos fãs em tempo hábil, se envolver com os usuários, se conectar com os principais influenciadores, criar conteúdo, analisar os resultados dos posts e criar imagens de impacto. 

Como empresário, posso dizer que, se você estiver tocando uma startup, não terá tempo para fazer tudo isso sozinho. Plataformas de mídias sociais não são necessariamente baratas. Uma das piores coisas que uma marca pode fazer é ignorar os seus fãs ou iniciar uma página no Facebook e não postar nada por falta de tempo. 

Você pode dar algumas dicas de como usar as rede sociais para alavancar negócios?

O ideal é não usar seus canais para simplesmente enviar informações de marketing para seus fãs. É preciso se empenhar em outras métricas, como engajamento do post. Desta forma, você saberá se está se comunicando corretamente com seu público. Monitore tudo para descobrir o que funciona e o que não funciona.

Saber o melhor horário para postar e conhecer o trabalho de seus concorrentes é essencial. Com ferramentas de análises você pode descobrir quem são os seu fãs (cidade, gênero e interesses) e cria a melhor estratégia para atraí-los.

Como você avalia o uso das redes pelas marcas brasileiras?

O Guaraná Antártica é um exemplo de marca brasileira que está fazendo bem seu trabalho. Ao analisar a contagem de fãs locais, ela possui os fãs no lugar certo. 95,8% dos seus seguidores estão no Brasil e isto é excepcional. Às vezes uma marca está presente em um país, mas possui admiradores de outros locais e isto torna seu marketing social ineficaz.

Em relação ao engajamento, existem algumas marcas que estão indo muito bem, como a Sky Brasil, NET e a TAM. Para ser socialmente engajada, uma marca deve ter uma linha de comunicação aberta e responder pelo menos 65% das questões dos internautas em tempo hábil. 

Você pode desenhar um cenário sobre o futuro das redes sociais? Comente como você imagina que será a relação entre os internautas e marcas com as redes sociais?

As marcas estão mais democráticas. Elas entenderam que os seus consumidores são uma força poderosa para o bem e para o mal, e precisam ser ouvidas. Há muito tempo as empresas controlavam o que era dito sobre elas na internet. Hoje em dia é comum as pessoas irem a uma página do Facebook para obter informações antes de pegar o telefone da empresa. 

Nós vimos marcas melhorando muito sua imagem em nove meses de devoção social. No segundo trimestre de 2012, quando começamos a medir a atuação de algumas empresas, 22% das questões dos internautas eram respondidas. Agora, este número subiu para 55%. O tempo de resposta também melhorou muito. Antes a média era de 21 horas, nove meses depois, chegou a 13,7 horas. 

Podemos ver claramente que as marcas em todo o mundo estão se esforçando para melhorar seus relacionamentos e esta tendência vai continuar. Especialmente agora que as pessoas estão usando cada vez mais seus smartphones para acessar a rede onde e quando quiserem.

Como o Graph Search, nova ferramenta de busca do Facebook, pode ajudar as marcas?

Por meio de uma relevância e segmentação maior dos assuntos exibidos. A busca por informações será mais relevante para os usuários, pois será baseada nos seus interesses. Além disso, a nova pesquisa vai correr lado a lado com o Bing, da Microsoft, que irá vasculhar a web ao mesmo tempo. Os recursos do novo motor de busca irão melhorar também a capacidade do Facebook de direcionar publicidade e dirigir mais tráfego para anúncios no Bing.

O Twitter está perdendo espaço no Brasil, mas ainda está trabalhando para ganhar anunciantes aqui. Você ainda vê o microblog como uma ferramenta de sucesso?

O Twitter é um ferramenta de sucesso em muitos países. A Vodafone, operadora de telefonia do Reino Unido, tem um enorme êxito na plataforma. O microblog tem potencial em todos os países, mas depende do número de usuários que estão presentes naquela região.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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