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INTEL FREIA PLANOS PARA O CHIP ITANIUM, USADO EM SERVIDORES HP

15/02/2013

A Intel reformulou os planos para a próxima versão do microprocessador Itanium, em um movimento que levanta dúvidas sobre o futuro do chip para servidores de 64 bits, usado principalmente em servidores Hewlett-Packard (HP) high-end.

A Intel postou em seu site que a próxima versão do Itanium, codinome Kittson, será produzido em um processo de fabricação de 32 nanômetros, como a versão atual do Itanium, em vez de em um processo mais avançado, como havia planejado anteriormente.

A Intel também arquivou um plano anunciado há alguns meses para tornar o Kittson compatível com os chips para servidores Xeon, o que teria reduzido os custos para Intel e a HP, principal vendedor de sistemas Itanium. "O modelo de desenvolvimento modular, que converge com o soquete e a placa-mãe Intel Xeon/Intel, será avaliado por oportunidades de implementação no futuro", disse a Intel.

Os planos revistos pintam um quadro sombrio para o Itanium, segundo analistas do mercado. "Essa pode ser a maneira de a Intel cortar o Itanium de seus planos", avalia o analista Nathan Brookwood da Insight64.

O analista do Gartner Martin Reynolds disse que ainda pode ser um novo processo de fabricação, ou uma estratégia de “encolher” o Itanium. Se a procura aumentar o suficiente, aí a empresa pode fazer o investimento. Mas ele não espera que atualizações importantes no microprocessador.

A Intel lançou o Itanium em 2001, com a esperança de que ele desbancasse os chips RISC usados em servidores Unix, mas as vendas nunca chegaram perto dos volumes esperados. As primeiras versões do Itanium tinham desempenho inferior, e a Advanced Micro Devices adicionou extensões de 64 bits para os processadores de servidores x86, uma estratégia que a Intel, eventualmente, copiou.

Desde então, HP e Intel insistiram que estão comprometidos com o Itanium. A HP matou seu chip PA-RISC cedo em favor do Itanium e está pagando milhões de dólares para a Intel continuar o desenvolvimento do microprocessador.

Com embarques relativamente baixos, fornecedores, incluindo Red Hat, Microsoft e Oracle, pararam de desenvolver softwares para o chip. A Oracle, no entanto, foi forçada a retomar seu desenvolvimento para Itanium, depois de a HP ter entrado com uma ação judicial de violação de contrato. "Quando a Oracle desistiu do Itanium, assustou diversos clientes", observa Reynolds.

Não está claro o que levou a Intel e a HP a rever seus planos para o Itanium de repente, mas uma possibilidade é que os clientes estão tensos com a briga entre Oracle e HP e disseram que planejam deixar a plataforma, o que levou a Intel e a HP a reconsiderarem a estratégia.

"Claramente, o software de banco de dados é um elemento crucial nesse tipo de sistema high-end. É muito mais fácil para o usuário final alterar a plataforma de hardware subjacente do que alterar a plataforma de banco de dados subjacente", destaca Brookwood.

A receita da HP a partir de sistemas críticos de negócios, que incluem seus servidores Itanium, caiu 23% em 2012 em relação ao ano anterior. Em dezembro, a consultoria IDC previu que as vendas de servidores Itanium permaneceria praticamente plana até 2016, em cerca de 26 mil sistemas por ano - menos da metade do volume vendido em 2008.

A HP tem ajudado clientes na transição de processadores Xeon para Itanium. A fabricante de Cupertino está desenvolvendo um servidor Integrity Superdome codinome Dragon Hawk que vai deixar os clientes utilizarem servidores blade Itanium e Xeon no mesmo chassi.

HP e Intel também tomaram medidas para reduzir seus custos de desenvolvimento do Itanium, permitindo usar os mesmos chipsets do Itanium e outros componentes externos como o Xeon. Em novembro de 2012, as companhias disseram que poderiam ir mais longe, permitindo que Itanium e Xeon usassem a mesma placa-mãe e outros componentes.

Isso teria reduzido ainda mais os custos no longo prazo, tornando o desenvolvimento contínuo do Itanium mais viável. Mas as empresas vão deixar de fazer esses investimentos, pelo menos por enquanto.

Um porta-voz da Intel disse que uma combinação de fatores levou às mudanças, incluindo a queda no mercado global de sistemas Unix, dos quais HP-UX é parte. O roadmap revisado também "responde a determinados requisitos de nossos clientes", disse o porta-voz, embora ele tenha se recusado a dar mais detalhes.

A HP é de longe o maior cliente da Intel para Itanium. A fabricante não quis comentar o assunto, mas disse em um comunicado que mantém o compromisso com a integridade de seus produtos, incluindo uma nova linha de sistemas baseados em Kittson.

"A recente declaração da Intel não tem impacto sobre os planos ou no contínuo compromisso da HP com nossos clientes de missão crítica", informou a HP. Um porta-voz confirmou que a HP continua a desenvolver o Dragon Hawk, sistema que irá acomodar tanto Xeon quanto Itanium. A HP pode agora se sentir obrigada a acelerar o desenvolvimento desse sistema, avalia Brookwood.

A Intel afirma que a decisão é positiva para os clientes. Isso porque, diz, o Kittson terá agora soquete compatível com chips Itanium atuais e a atualização de sistemas existentes será muito mais fácil.

Mas não está claro o custo de desempenho. O mais recente chip Itanium lançado em novembro, conhecido como Poulson, inclui significativas mudanças arquitetônicas e o Kittson criou uma expectativa de beneficiar-se principalmente a partir do novo processo de fabricação.

A Intel não quer discutir os detalhes do Kittson. "Ele vai ser melhor, obviamente, mas não discutimos o quão melhor", disse o porta-voz da Intel.
 
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
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