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ESTUDO CONFIRMA QUE RAIOS CÓSMICOS PROVÊM DA EXPLOSÃO DE SUPERNOVAS

15/02/2013

Os raios cósmicos, partículas de alta energia que bombardeiam a Terra, provêm da explosão de supernovas, estrelas que estão prestes a morrer, confirmou um estudo publicado esta quinta-feira.

Os prótons constituem até 90% dos raios cósmicos que atingem a atmosfera terrestre.

Eles provocam uma chuva constante de partículas que chegam ao solo e criam radiações que afetam os passageiros dos aviões e sobretudo os astronautas no espaço.

Os cientistas sustentavam duas hipóteses para a provável origem destes prótons: a explosão de supernovas na nossa galáxia (a Via Láctea) ou poderosos pulsos de energia provenientes dos buracos negros em outras partes do universo.

Há muito tempo os astrofísicos favoreciam a ideia de recaídas na explosão de uma estrela ao final da vida, mas até agora esta hipótese não podia ser demonstrada, explicou Stefan Funk, astrofísico da Universidade de Stanford (Califórnia, oeste dos EUA), um dos principais autores do estudo.

O trabalho é apresentado na conferência anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), que se reúne em Boston (Massachusetts) entre 14 e 18 de fevereiro, e publicado na edição de sexta-feira da revista Science.

"Pela primeira vez pudemos detectar a fonte de aceleração dos prótons" e demonstrar que estas radiações na nossa galáxia estavam aceleradas pelas ondas de choque resultantes da explosão de supernovas, destacou Stefan Funk.

Estes prótons se transformam no curso de múltiplas colisões em píons, outras partículas subatômicas, quando a aceleração de raios cósmicos interage com as nuvens de gás e materiais interestelares que rodeiam as supernovas, acrescentou.

Depois estes píons se degradam rapidamente para produzir raios gama, as radiações luminosas mais poderosas do universo, que podem ser detectadas com telescópios espaciais.

Para esta pesquisa, os astrofísicos estudaram duas supernovas durante quatro anos com a ajuda de um detector de raios gama, a bordo do telescópio espacial ´Fermi Gamma-ray´.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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