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OS PCS ESTÃO APRENDENDO (E CORRIGINDO) SUAS DEFICIÊNCIAS FRENTE AOS CONSOLES

11/02/2013 03:00:00

Se um dia você ficar entendiado, largue um tópico, em qualquer fórum, com um título do tipo "PC é bem melhor que console" (ou vice e versa). Além de horas de entretenimento que seu post irá proporcionar, é provável que você descubra, no meio da carnificina, vários pontos que tornam a jogatina nos computadores inferior à experiência nos videogames, a maior parte deles relacionados à usabilidade e praticidade na hora de jogar.

Felizmente, nos últimos meses começamos a ver iniciativas, principalmente de duas empresas, para corrigir isto. Tanto a Nvidia quanto a Valve vem apresentando novos serviços que prometem derrubar alguns dos elementos que tem dado vantagem aos consoles no comparativo com os computadores, na hora dos games. Vamos conferir quais são estes problemas que estão sendo solucionados.


Videogames são muito melhores em televisões
Apesar do impacto positivo das conexões HDMI, que baniram o combo bizarro de cabos VGA + cabo de aúdio, ou seja lá qual padrão você usava para ligar seu PC na TV, a conexão entre os dois eletrônicos foi facilitada mas apresentou outra deficiência: interface. Computadores foram pensados para o uso próximo da tela, com teclado, mouse e touchscreen (sou um cara atualizado, uso Windows 8) e penam na hora de funcionar na televisão, onde ficamos bem longe da tela. Mouses e teclados sem fio ajudam, mas ainda não são o ideal, afinal o design do Windows não é pensado para isto, e mesmo com a interface Metro Modern do novo sistema, ainda não temos o design pensado nesta situação, como acontece nos consoles.

Aí entra a Valve e seu projeto Big Picture. Reconhecendo esta deficiência, a empresa desenvolveu uma interface, dentro de sua famosa loja de aplicativos, o Steam, de fácil acesso através de controles de videogame (ou seja lá qual acessório sem fio você use). Ela lembra muito o funcionamento dos sistemas do Playstation e do Xbox, com boa parte das interações feitas através das setas e botões "avançar" e "voltar", forma ideal para quem está em seu sofá e quer praticidade.

 Interface do Big Picture

Solucionou totalmente o problema? Não. Os consoles já passaram desta fase na geração passada, e hoje além de fazerem isto, agregam outros serviços como streaming de vídeo, se tornando uma central de entretenimento na sala. Dá para fazer tudo (e muito mais) que um console é capaz em um computador, mas nem todos os serviços possuem uma boa interface para "usarmos do sofá". E nem estamos falando ainda dos controles por voz ou por gestos, algo bem pouco desenvolvido nos PCs.

Claro que, como jogador de notebook, estou esquecendo a dificuldade que é levar um desktop para a sala. Quando falamos em desktop gamers então, a coisa é ainda mais complicada. Para isto, a solução pode partir daIntel, da Asus e da Nvidia, através da conexão de vídeo sem fio. No caso da Intel, temos o Wireless Display,conhecido como WiDi, que soluciona o problema caso seu PC não esteja muito longe da televisão, mesma situação da Asus e seu Wavi, transmissor de vídeo que dispensa cabos.

Se a distância é maior, a solução da Nvidia é mais interessante: o projeto Shield inclui, entre seus recursos, a capacidade de realizar o streaming dos games de seu PC através da rede, e depois exibí-los na tela também através de uma conexão sem fio, tudo controlado pelo próprio dispositivo, que tem a forma de um controle de Xbox. Naturalmente, esta solução está limitada a donos de placas de vídeo do "lado verde da força".


Com console é só ligar e jogar
Outro ponto crítico em favor dos jogos nos videogames é a facilidade de... jogar nos videogames. O computador não é um aparelho especializado na jogatina, então abre N coisas não relacionadas a games ao ser iniciado. Na hora de instalar os games, outra diferença: no console basta colocar o disco do jogo ou abrir o game baixado, enquanto no PC... As lojas de aplicativos já melhoraram muito esta experiência, facilitando o download e a instalação dos jogos, mas ainda preciso recorrer ao Google, com uma certa frequência, para descobrir porque um jogo não está abrindo (imagina isto acontecendo em um console?).

Os problemas de funcionamento de jogos no PC estão muito relacionados à diversidade que há dentro desta classe de aparelhos. Há combinações infinitas de CPU, GPU, memória, sistema operacional, aplicações e vírus instalados nos computadores pelo mundo, que influenciam na hora de rodar o game. E é neste ponto que se perde uma vantagem da qualidade gráfica dos PCs contra os consoles, pois o jogo precisa ser ajustado para encontrar a configuração ideal para rodar em determinada máquina, algo que muitas vezes não é feito. Fazer isto em um console, assim com procurar tutorial para resolver problemas de instalação, é praticamente ficção científica.

Para entregar uma experiência parecida com a dos consoles, nos quais o jogo já vem ajustado corretamente para o seu hardware, a solução da vez parte do Nvidia Experience, software que verifica as especificações do computador e, baseado em sua base de dados, ajusta o game para a configuração ideal. Novamente, a solução se limita, é claro, a quem possui uma placa de vídeo da empresa.

Mas o desafio de jogar no PC começa antes mesmo de tê-lo, pois a hora da compra de um computador para games é algo bem mais complexo. Enquanto a dúvida, nos consoles, é se "vou de Play ou Xbox", a compra de computadores envolve uma complexa decisão sobre marcas, chips, tamanhos de gabinete, memórias, HDs, placa-mãe, sistema de resfriamento etc. Neste campo, quem parece preparar a solução para quem quer o potencial dos PCs, mas não quer passar trabalho na escolha, é a Valve.

Em entrevista ao The Verge, Gabe Newell, co-fundador da Valve, afirmou que o Steam Box é real e detalhou um pouco de suas múltiplas opções de aparelhos. O "console do Steam" seria comercializado em três categorias: "Good", "Better" e "Best", que ficaria algo como "bom", "ótimo" e "excelente", na tradução livre. Estas divisões facilitariam a compreensão sobre a performance do hardware adquirido, acabando com a pergunta "Roda Crysis" (até que enfim!), e simplificando a decisão sobre a compra. De acordo com a entrevista, "Good" e "Better" seriam sistemas com performance parecida com a dos consoles atuais, com preços acessíveis e bem definidos, enquanto o "Best" seria uma categoria mais caótica, com produtos de alta performance menos delimitados, próximo do que já possuímos na computação, atualmente.

Por fim, é ótimo ver que as empresas que trabalham com produtos para computadores enfim começaram a entender onde o computador é deficiente, no comparativo com os consoles. Algumas diferenças jamais vão desaparecer, já que características como o hardware unificado trazem vantagens aos videogames que não podem ser replicadas no contexto dos computadores, mas que com serviços como os apresentados neste post, podem chegar mais próximo. Para mim, que jogo em notebooks, estas novidades são muito bem-vindas, e com certeza vão tirar qualquer dúvida sobre qual plataforma é a ideal para mim, na hora de jogar.

 
Fonte: Adrenaline

 
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