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TIM APOSTA NO COMPARTILHAMENTO PARA INTERIORIZAR FIBRA ÓPTICA

05/02/2013

Em entrevista ao portal Convergência Digital, o diretor da área de rede da TIM Brasil, Cícero Olivieri, sustenta que a expansão da infraestrutura de telecom no país está condicionada aos acordos de compartilhamento. "Não dá mais para cada uma construir a sua rede. É caro demais para haver duplicar, triplicar. Não faz mais sentido", frisou.

No 4G, o compartilhamento de frequência com outras teles - além da Oi que já fechou um acordo - não é descartado. Em julho, a TIM ativa um projeto ambicioso: a rota Belém-Manaus, que em parceria com as empresas elétricas, vai levar luz e telecom para 27 municípios ao longo do Amazonas, Pará e Amapá.

"Este projeto - o consórcio LT Amazonas - é um grande desafio. Não é fácil construir rota de fibra óptica no interior do país. Há a dificuldade com as prefeituras, como as ERBs sofrem com as legislações de meio ambiente", conta Olivieri. O projeto integra a parceria firmada com a Telebras, que irá usar parte das fibras. Um dos feitos na expansão da rede da TIM - que sofre com as reclamações de qualidade por parte dos seus usuários e chegou a ser punida pela Anatel - é o upgrade nas fibras contratadas de terceiros.

"Temos um trecho - como o de Belo Horizonte e Salvador - que usamos fibra da Embratel. Mas são fibras antigas que não suportavam mais a demanda. Fizemos, então, uma modernização e instalamos um sistema (WDM 100G), que nos permitiu incrementar a capacidade de tráfego de dados e voz. Hoje, a rede de transmissão da TIM tem capacidade de 4 Terabaytes ", conta o diretor de Rede.

Olivieri lembra que essa ´evolução´ de capacidade acontece num curto tempo, o que exige uma capacitação técnica - e claro - recursos para investir em infra. "Até bem pouco tempo as redes tinham 2,5G. Passaram para 10 G. Fomos para 40G e, agora, 100G. É um redesenho de toda a arquitetura. E estamos fazendo esse processo em outros trechos da nossa rede", explica. Os projetos Belém-Manaus e Belo Horizonte e Salvador são, sim, ´meninas dos olhos´ da tele este ano.

Na região Norte - a ordem é chegar com fibra para atender o setor de agronegócio, que hoje, ainda depende da comunicação via satélite. "O custo é muito mais caro para o usuário", admite o executivo, que promete ter o 4G funcionando para a copa de 2014 -Manaus é cidade-sede do evento.

Defensora do compartilhamento, a TIM garante que a expansão da rede de fibra óptica é um passo crucial para uma boa oferta de 3G e 4G. "Sem transmissão não há dados móveis", lembra Olivieri. No caso do 4G, a TIM já está compartilhando com a OI no modelo de ´Ran Sharing´ - que contempla diversas hipóteses para o uso conjunto de infraestrutura de redes – elementos passivos (torres, geradores, e outros elementos de suporte), elementos ativos (ERBs 4G – eNodeB) e redes de transporte.

"O muito que já se fez em fibra óptica é nada para um mercado brasileiro. Há muito por crescer e há espaço para todo mundo. O país tem 5600 municípios. Em quantos há fibra óptica? Garanto que em muito menos do que todos desejam", observa ainda o diretor da TIM. À agência Reuters, Olivieri revelou que a TIM vai gastar R$ 700 milhões em infraestrutura óptica em 2013.
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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