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ASTRONAUTA BUZZ ALDRIN CONTA COMO FEZ PARTE DA ´IMPOSSÍVEL´ VIAGEM À LUA

30/01/2013

Você é um dos que questionam qual a vantagem, para todos, dos investimentos em viagens especiais? Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisarem na superfície da Lua, responde: "as inovações que vêm desse tipo de pesquisa criam tecnologias que usamos na vida diária e nos dão mais conforto, como celulares, TVs e GPS. Isso tudo não seria possível sem investimento no programa espacial."

Aldrin sabe bem o que é isso. Ele foi companheiro de Neil Armstrong e Michael Collins na missão Apollo 11 de 1969, que levou o homem à Lua pela primeira vez na história, feito acompanhado por mais de um bilhão de pessoas na rádio e na TV. O astronauta foi um dos convidados principais da Campus Party Brasil 2013 e subiu ao palco principal do evento para contar, de um jeito bem pessoal, como foi a lendária experiência.

Antes de ser conhecido como um herói, Aldrin era piloto de caça e chegou a combater na guerra da Coreia em 1953. Entre 1956 e 1959, ele ficou na Alemanha - e foi nesse meio tempo que a União Soviética surpreendeu a todos ao lançar o satélite Sputnik ao espaço.

A Guerra Fria esquentou e os americanos precisaram "responder" à altura. Eles chegaram a fazer uma pequena viagem de 15 minutos, mas sem ir além da órbita da Terra. Aldrin contou, durante sua palestra na CPBR6, que a grande corrida começou com um empurrão do então presidente dos EUA John F. Kennedy. Em uma época em que especialistas consideravam que uma viagem à Lua só seria possível dentro de, ao menos, 15 anos, o presidente desafiou a NASA a conseguir o feito antes da chegada dos anos 70.

Uma participação fundamental
Aldrin completou seu doutorado em Astronáutica no MIT e adquiriu exatamente os conhecimentos de que a agência espacial precisava para que pudessem realizar uma viagem segura ao espaço. Mas as coisas não foram tão fáceis para o astronauta: ele chegou a ser recusado três vezes por não ser um piloto de testes.


Após muito treinamento e missões preliminares, em julho de 1969 um foguete levou a Apollo 11 para o espaço, com 3,5 mil toneladas de combustível. "Era um espaço minúsculo, do tamanho de um carro, um Volkswagen", lembra Aldrin. Ele era o passageiro no meio.

Em oito dias, Aldrin e seus companheiros chegaram à Lua. O sentimento, para ele, era, ao mesmo tempo, "de uma realização magnífica e uma grande desolação por causa da paisagem escura, sem vida e sem atmosfera". Armstrong foi o primeiro a sair e, sobre isso, Aldrin não tem muita certeza do motivo. "Pode ter sido por ele ser o comandante, ou por ser o homem mais perto da porta. Nunca vou saber", brincou.

O difícil retorno
O mundo inteiro acompanhou esse momento. "Apesar da distância, nós nos sentimos conectados o tempo inteiro à Terra. É um sentimento de participação, foi algo que uniu toda a humanidade", relatou Aldrin. "Nós tínhamos conseguido o impossível."

Eles calculavam 60% de chance de atingir o solo lunar e 95% de retornar para casa em segurança. E, para Aldrin, retornar à Terra foi mais difícil do que ele esperava.

"Eu precisava ter um engajamento de celebridade, mas estava sem estrutura", disse Aldrin. Ele voltou à Força Aérea, mas não conseguiu lidar muito bem com o status de herói. "Tive um período rebelde, bebi muito, meu casamento terminou. Mas agora estou há 35 anos sóbrio", comemorou Aldrin e recebeu aplausos da platéia. "Demorou um tempo para eu descobrir pelo que eu sou mais apaixonado: o espaço."

Próximo passo: Marte
Mesmo após sua aposentadoria da NASA, Aldrin segue escrevendo sobre sua experiência, prestando consultoria a grandes líderes mundiais e ainda defende a continuidade da exploração espacial. Para ele, dentro de alguns anos, será tempo de fazer novamente o "impossível", desta vez com outro destino: Marte.

"O sonho parece estar mais próximo de se tornar realidade. Espero que a sonda Curiosity, que mostra a superfície de Marte, desperte a curiosidade dos jovens para explorar além da Terra e da Lua", concluiu Aldrin. Ele mantém
um site com novidades sobre a exploração espacial e também um perfil no Twitter, o @therealbuzz,

 
 
Fonte: Adrenaline

 
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