Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

HIPER-REALIDADE, A PORTA DE ACESSO PARA A “COGNIÇÃO AUMENTADA”

23/01/2013

Assim, destaco uma plataforma para exemplificar o que argumentei. Apresentei conjuntamente com o jornalista Renato Bazan o trabalho científico denominado “Jornalismo Hiper-Real: narrativa jornalística e relações cognitivas frente às tecnologias de Realidade Aumentada”, no XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado no ano passado.

Bazan foi orientado por mim no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ele é um pesquisador dedicado e inquieto. A partir dos resultados do TCC sobre o tema Realidade Aumentada, discutimos as possibilidades cognitivas que as tecnologias de hiper-realidade poderiam estabelecer num futuro próximo. Entretanto, tal debate é apenas especulativo. As inovações tecnológicas introduzidas frequentemente na plataforma estão modificando e ampliando o espectro das construções narrativas.

Para o pesquisador Nobuyoshi Terashima, autor do livro “HyperReality: Paradigm for the Third Millenium”, a Hiper-realidade é “nada mais que a capacidade tecnológica de entremear Realidade Virtual (RV) com Realidade Física (RF) e Inteligência Artificial (IA) com Inteligência Humana (IH) de um modo que pareça sem interrupções e permita interação”.

Não sei qual o motivo, o homem tenta construir “realidades” intercalando artefatos sintéticos com a natureza. Isso acontece desde o século XIX, tendo a arquitetura como área fértil para experimentos. Mas, o paradgima impetrado pela revolução digital, acelerou o processo de invoção e, atualmente, contamos com as tecnologias da Ciência da Computação para fornecer movimento e sistemas de interatividade. Portanto, permitindo mais realismo ao ambiente e proporcionando interação em tempo real jamais imaginada.

O avanço tecnológico é tão forte, que as novas plataformas de hiper-realidade tendem a “eliminar a interface”. Em outras palavras, o ser humano não perceberá que existe algo que o separe fisicamente do conteúdo. Entretanto, a interface estará presente, mas de forma não perceptível a ele quando estiver imerso no conteúdo da narrativa.

Este novo patamar de interação pode permitir (eu escrevi pode permitir) ao ser humano acesso a experiências jamais imaginadas. Grosso modo, comparo esta quebra de barreira ao uso de nootrópicos por pessoas saudáveis. Nootrópicos são drogas utilizadas para o combate de doenças mentais degenerativas, mas que alguns usuários saudáveis utilizam para “melhorar a capacidade cognitiva”.

Assim, a Hiper-realidade poderia fornecer o acesso à “cognição aumentada”, ou seja, estender nossas habilidade cognitivas acima de níveis que conhecemos para alcançar patamares mais robustos de percepção e processamento cognitivo, possibilitando o aumento da percepção humana, tornando possível obter inputs sensoriais mais ricos através de sensações que atingem os sistemas de visual, auditivo e tato do aparelho sensorial humano.

Neste momento, acredito que uma boa oportunidade de criação de narrativa a ser aplicada nas tecnologias de Hiper-realidade deve ser aquela que possui o objetivo educacional. Atualmente, vejo autoridades municipais, estaduais e federais da área da Educação apostando em traquitanas tecnológicas que são direcionadas a outros objetivos, notadamente comerciais, com a esperança de produzir avanços nos processos de aprendizagem educacional. Entre tais dispositivos em voga pelas autoridades está o tablet, device que está muito longe de possibilitar o aumento significativo da percepção humana.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar