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LOGIN SOCIAL CAMINHA A PASSOS LENTOS

21/01/2013

Ele nasceu para explorar a imensa massa de dados que compartilhamos nas redes sociais, associada com o que você faz nos sites que decidiram adotá-lo. Chama-se Social Login e está espalhado por toda a Web, substituindo os tradicionais cadastros em sites de conteúdo e, principalmente, e-c0mmerce.

De fato, o Social Login como alternativa para o preenchimento de um formulário de cadastro tem vários benefícios para o administrador do site:

  1. Aumenta as taxas de opt-in, fazendo login do visitante processo mais fácil
  2. Fortalece a percepção social de sua marca
  3. Melhora a coleta de dados através da captura de um perfil de visitante e armazená-lo em seu banco de dados.

Comerciantes que decidem oferecer opções de login sociais opções podem ajustar suas estratégias aos diferentes tipos de dados que vão receber (tabela abaixo), dependendo da rede social usada pelo visitante para entrar no seu site.

Não faltam pequisas mostrando que usuários de login sociais passam mais tempo em um site e compram maisdo que os usuários tradicionais. Traduzindo, os usuários que se conectam com um perfil de rede social são melhores clientes. São mais engajados.

O problema é que muitos usuários já perceberam que o login social dá às empresas acesso à extraordinária riqueza de dados demográficos e psicográficos do Facebook  e outras contas de redes sociais que não podem ficar em qualquer outro lugar. Isso inclui seus interesses, hobbies, hábitos de compra, gostos culturais, e até mesmo visões políticas, bem como a de todos em sua rede social.

Segundo estudo recente da Gigya, realizado em dezembro com 2.600 americanos, há hoje uma falta de confiança entre os usuários da Internet e os sites que coletam seus dados privados. O número de americanos que faz o login em sites de terceiros com suas senhas do Facebook, Twitter, Yahoo, Google e outros perfis sociais é maioria: 53%. Mas outros 47% não utilizam logins sociais e não gostariam de fazê-lo. E são esses 47% que podem fazer o Social Login não decolar.

As vantagens para quem opta pelo login social são duas: evitar o preenchimento de cadastros e ter de trabalhar com diferentes logins e senhas.

Pouco benefício por um preço muito alto, dizem os  usuários que evitam entrar com perfis sociais. Eles não querem dar a terceiros as chaves de seus dados pessoais. Acreditam que as empresas venderão suas informações de perfil a terceiros e/ou inundarão os perfiis de seus amigos com spam.

“Há uma verdadeira questão de transparência e confiança, e confusão quanto ao que está acontecendo”, afirma o CEO da Gigya, Patrick Salyer. Ele acredita que muito da aversão ao Social Login é uma “questão de percepção”, e que o aumento da transparência entre empresas e clientes seria mutuamente benéfica. Razão de sua empresa ter criado o programa SocialPrivacy Certification. Sua intenção é criar um código de conduta para empresas certificadas, que se comprometem publicamente a usar os dados sociais de forma responsável. A Gigya acredita que, em teoria, a certificação vai acalmar os temores dos consumidores, e por sua vez aumentar o uso de logins sociais em toda a web. A ideia é incutir confiança nos potenciais clientes.

Para tornar-se certificado e manter a certificação Gigya, as organizações devem aderir a quatro princípios fundamentais:

1. Não vão vender dados sociais.

2. Não postar feeds sociais sem permissões explícitas.

3. Não se envolver em campanhas de marketing social baseada em dados de e-mail sem permissões de usuário.

4. Não enviar mensagens privadas para amigos dos usuários sem permissão.

Parece bom. Resta saber quantas empresas vão topar agir assim.

A preocupação com o compartilhamento de dados deverá ser um dos principais problemas de privacidade que consumidores e empresas terão que enfrentar em 2013. Não por acaso, o aplicativo Mine tem feito tanto sucesso nos Estados Unidos. Ele revela o seu histórico de compras na Amazon, iTunes, Etsy, Nike, Target, Over Stock, Sephora, Macy’s, Best Buy, eBay, etc. Permite que adicionemos esse histórico de vendas público às nossas identidades online e, o mais importante, apaguemos os dados de compra não desejados para que os comerciantes não possam monitorá-los.

Na minha opinião, ferramentas como o Mine ajudam, mas não 100%. Vale a regra de ouro de não colocar online aquilo que não gostaria que se tornasse público. E , nesse ponto, acredito que hoje o Google saiba muito mais sobre mim do que o próprio Facebook, já que uso o GMail como e-mail pessoal e o forneço em todos os cadastros on ou offline.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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