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ACUSADO DE PIRATARIA, FUNDADOR DO MEGAUPLOAD LANÇA NOVO SITE

21/01/2013

O fundador do extinto site Megaupload, Kim Dotcom, lançou neste domingo, 20, uma nova versão de seu controverso serviço de compartilhamento de arquivos, segundo o "Wall Street Journal".

Acusado de violação de direitos autorais, Dotcom foi preso há um ano na Nova Zelândia pelo FBI (polícia federal dos EUA). O site foi retirado do ar, sob a acusação de que veiculava conteúdo pirateado.

Simon Watts - 07. ago. 2012/Reuters
ORG XMIT: DGM05 Kim Dotcom leaves the New Zealand´s High Court in Auckland August 7, 2012. Kim Dotcom, the founder of the Megaupload online file-sharing site embroiled in U.S. piracy and fraud investigations, said on Tuesday New Zealand police punched and kicked him during a raid on his mansion. REUTERS/Simon Watts (NEW ZEALAND - Tags: CRIME LAW SCIENCE TECHNOLOGY)
Kim Dotcom, fundador do Megaupload, e que lançou novo site

Mega, como o seu novo serviço é conhecido, possui uma tecnologia que não necessariamente protege a empresa ou os usuários da responsabilidade de violar as regras de direitos autorais, mas pode tornar mais difícil aos detentores desses direitos de identificar o conteúdo ilegal.

O aparecimento de um serviço semelhante desafia os EUA, pois o Departamento de Justiça trabalha há um ano na Justiça para que Dotcom, que foi solto em 2012 após pagamento de fiança, seja extraditado e julgado nos EUA.

O caso, no entanto, continua pendente nos tribunais da Nova Zelândia, devido à discussão sobre a legalidade da invasão de sua sua casa em Auckland, no ano passado, que resultou em sua prisão e na apreensão de bens e discos rígidos de seu computador.

Em entrevista, Dotcom disse que o lançamento do site comprova a sua inocência.

"Sei que sou inocente. Não há nada que eu possa temer. Toda essa acusação é uma porcaria", afirmou.

O novo site de compartilhamento de arquivos, no qual os usuários podem armazenar dados como documentos pessoais, músicas e filmes, é diferente do primeiro. Agora, os usuários terão seus arquivos criptografados antes de serem submetidos aos servidores.

Isso oferece aos usuários maior privacidade sobre os seus arquivos, inclusive os potencialmente ilegais, já que o Mega não tem capacidade de ver o que há neles.

"O novo site vai levar a criptografia para a massa", disse Dotcom. Ele admite, no entanto, que isso também torna mais difícil o monitoramento de material censurável, como pornografia infantil, mas disse que qualquer material pode ser removido se a empresa for alertada.

Serviços de armazenamento on-line estão se tornando mais populares entre consumidores e empresas para guardar arquivos, de fotos a informações corporativas, e o Mega não é o primeiro provedor a oferecer criptografia.

O Mega oferece um serviço gratuito de 50 megabytes para armazenamento, mas também tem pacotes para assinantes. O maior oferece quatro terabytes de armazenamento por US$ 39,95 ao mês.

O interesse foi tão grande que o novo site caiu devido a uma sobrecarga após o lançamento. Depois de 14 horas, o site tinha registrado 1 milhão de visitantes e 500 mil já haviam assinado o serviço, segundo Dotcom.

Para ele, o site está inteiramente de acordo com as regras globais antipirataria. O Mega leva o usuário diretamente aos termos e condições sobre direitos autorais e afirma que os membros não devem "infringir nenhuma lei de propriedade intelectual".
 
 
Fonte: Folha

 
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