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ASSOCIAÇÃO DE RIFLES CULPA GAMES POR CULTURA DE VIOLÊNCIA NOS EUA

27/12/2012

 

 
 

A Associação Nacional de Rifles (ARN) dos EUA quebrou o silêncio para se pronunciar, pela primeira vez, após o assassinato em massa que ocorreu em uma escola de Connecticut, e tentou colocar um pouco da culpa da violência armada americana nos vídeo-games.

Após o tiroteio - em que um homem matou 26 pessoas, a maioria delas crianças - tem aumentado o número de pedidos para que algo seja feito com relação à violência armada no país. 

O presidente Barack Obama nomeou o vice-presidente Joe Biden para estudar medidas legislativas que podem ser tomadas para ajudar a conter o crescente número de fuzilamentos em massa e outros crimes com armas.

Biden tem até o final de janeiro para fornecer algumas recomendações - aparentemente não apenas para definir o controle de armas, mas também a violência inerente da cultura popular dos Estados Unidos e o modo como o país trata a questão de saúde mental.

Na sexta-feira, o presidente da ARN argumentou contra controles mais rigorosos sobre armas e, em seguida, voltou seu foco para as indústrias de mídia e entretenimento. "E aqui está outra verdade suja que os meios de comunicação dão o seu melhor para esconder: existe nesse país uma insensível e corrupta indústria que vende e dissemina a violência contra seu próprio povo", disse o presidente da ARN, Wayne LaPierre, em uma entrevista coletiva televisionada. "Por meio do vicio, os jogos de vídeo-game violentos com nomes como ´Bulletstorm´, ´Grand Theft Auto´, ´Mortal Kombat´ e ´Splatterhouse´."

Ele, então, voltou-se para dois grandes monitores de tela plana, que começaram a exibir cenas de um game intitulado "Kindergarten Killer".

O software, um brutal jogo em Flash de 2002, é fácil de encontrar. O título consiste no jogador desempenhar o papel de um zelador da escola e atirar em criancinhas. Detalhe: elas próprias possuem armas. "A matança do jogador começa com o assassinato do professor de jardim de infância. Mas, então, por algum motivo desconhecido, as crianças mostram suas próprias armas!", ele lê as instruções dadas ao jogador na primeira tela. "Eles estão em maior número, então matê-os e saia da sala rápido! No entanto, você ainda quer manter seus planos de matar o chefe do jardim de infância, então vá até a torre onde está o seu escritório. Mas cuidado, essas crianças estão em toda parte."

"Este jogo ficou disponível online por 10 anos. Como é que o meu departamento de pesquisa pode encontrá-lo e todos vocês não podiam ou não queriam que ninguém soubesse?", disse ele aos repórteres presentes.

LaPierre também criticou filmes violentos e vídeo clipes musicais. "E depois [a mídia] tem a coragem de chamar isso de ´entretenimento´. Mas é isso que eles realmente são? Eles não estão fantasiando sobre matar pessoas como uma maneira de se divertir e também mostram a forma mais suja de pornografia?", disse.

O jogo "Kindergartner Killer" é chocante e parece ser um jogo de popularidade menor, que alguns provavelmente já ouviram falar. Os títulos mais famosos, como os mencionados por LaPierre, são provavelmente os que mais chamam atenção.

Uma das franquias mais populares, "Call of Duty", da Activision, vende mais que a maioria dos filmes de Hollywood. A versão mais recente do jogo, que coloca o jogador como um soldado lutando contra inimigos, acumulou vendas de 1 bilhão de dólares apenas nos primeiros 16 dias no mercado.
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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