Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

O WINDOWS 8 NÃO É TÃO RUIM. A MICROSOFT APRENDERÁ COM ELE

04/12/2012

 

É claro, isso não torna o Windows 8 um sistema operacional maravilhoso. A Microsoft cometeu erros graves na última versão de seu SO, e só existe uma razão para considerar uma atualização.

O que motivou esse ponto de vista de usuário normal foi a necessidade da minha esposa de substituir seu notebook já um pouco velho, coisa que fizemos quando pegamos um Ultrabook com Windows 8. Ele tem 6GB de RAM, um disco rígido de 500GB, memória SSD de 32GB, e não conta com uma tela sensível ao toque. Como seu técnico de suporte, tenho trabalhado com o Windows 8 mais ou menos sob demanda.

Tenho me perguntado o que eu teria feito de forma diferente se o CEO da Microsoft Steve Ballmer tivesse me chamado para substituir o chefe do Windows, Steven Sinofsky.

É uma questão complicada que vale a ponderação, dadas as fortes mudanças no que esperamos de um SO.

Windows 8: Uma visão estratégica
A menos que você esteja vivendo em uma caverna, a esta altura você sabe que o Windows 8 possui duas interfaces de usuário: a interface mais ou menos semelhante ao Windows 7 (conhecida por MOLE) e a interface anteriormente conhecida como Metro (TIFKAM), que foi projetada tendo os tablets e os smartphones como alvo. Os críticos ridicularizaram acentuadamente este desenho de modo duplo.

Nos primeiros textos da InfoWorld, por exemplo, o sistema chegou a ser chamado de "Windows Frankenstein" e "Dr. Jekyll and Mr. Hyde."

Muitos desses mesmos críticos têm aconselhado a Apple já há vários anos a unificar o núcleo do sistema operacional para uso em todos os dispositivos. Isto exigiria projetar uma interface de usuário única mais ou menos adequada para múltiplas telas, dos smartphones até monitores de grande escala. Até o momento, a Apple não faz essa opção. Em vez disso, criou uma grande diferença entre o tablet e dispositivos menores e computadores.

A Microsoft, em contraste, agora divide o mundo em quatro classes de dispositivos, em vez de três: smartphones, tablets (o Surface RT), "laplets" (“Lap” de “Laptop” e “lets” de “Tablets” - O Surface Pro e notebooks/tablets híbridos concorrentes conversíveis), e computadores (notebooks e laptops).

Esta divisão, inexoravelmente, levou à decisão da Microsoft de colocar o TIFKAM em smartphones e tablets, enquanto os laplets receberam o combo TIFKAM/MOLE. Ela deveria ter colocado tanto o TIFKAM quanto o MOLE em computadores também? Eu diria que ela não teve outra opção, já que a linha dividindo laplets e computadores é, por definição, tênue.

Minha opinião? Para muita gente a decisão da Microsoft de oferecer diferentes sistemas operacionais para smartphones e tablets é, em contraste, muito difícil de compreender.

Quando você está utilizando um computador, no entanto, você não está interagindo com uma estratégia. Você está interagindo com uma interface de usuário. Então vamos arregaçar nossas mangas e vamos ao trabalho.

Windows 8: Alguns princípios básicos
Nunca houve muito sentido em atualizar um computador para uma nova versão do Windows. Esta tradição continua – ainda há pouco sentido em fazê-lo. O mercado para o Windows 8 são os novos dispositivos.

Nos computadores de mesa e notebooks, a interface TIFKAM pode ser, em sua maior parte, ignorada. Ela está lá para que você possa se acostumar com ela, não porque lhe será útil.

Uma dica: Caso você esteja comprando um sistema com Windows 8, certifique-se de incluir um monitor com tela sensível ao toque. Você ainda ignorará a interface TIFKAM em sua maior parte. Isto tornará isso mais fácil, e se você chegar a atualizar para a versão do Office 2013 com suporte ao TIFKAM (dizem os rumores) quando a mesma for lançada, uma tela sensível ao toque fará a diferença entre uma transição suportável e uma que fará a troca parecer algo agradável. Caso você esteja comprando um Ultrabook, ele virá com um touchpad maior do que o necessário, que lida sem problemas com os gestos TIFKAM.

Windows 8: A experiência do Ultrabook
Todos poderiam, por favor, acalmarem-se? Assim como em todas as versões anteriores do Windows, o Windows 8 não está trazendo uma era de paraíso sobre a terra, nem é o primeiro sinal do Armageddon. Ele tem alguns pros e alguns contras:

Primeira impressão: O Windows 8 inicia e abre a interface TIFKAM. A primeira coisa que você descobrirá é como chegar ao MOLE (Clique no Aplicativo rotulado “Desktop” *Área de Trabalho*). A segunda é como voltar à TIFKAM (pressione a tecla do Windows).

Muito ruim: Quem quer que na Microsoft tenha decidido que ter acesso à caixa de busca através de um gesto seria melhor do que o menu Iniciar deveria ser legalmente banido da tomada de decisões sobre interfaces de usuário. A busca não tem problema quando você sabe pelo o que está procurando. Mas você pode explorar um menu. Felizmente, você possui vários substitutos de terceiros para o menu Iniciar dentre os quais escolher, e eles custarão quase nada.

Muito bom: Os projetistas da TIFKAM reconheceram que alguns usuários do Windows não são, digamos, jovens. Para aqueles de nós que não têm mais a visão que costumavam ter, a interface TIFKAM exige muito menos estrabismo do que as outras alternativas.

Por sinal, a interface TIFKAM parece ter tido algum impacto fora do universo dos computadores – notei várias páginas de internet que possuem uma aparência semelhante à TIFKAM.

Ruim, mas: Abra um aplicativo TIFKAM. Agora tente fechá-lo. Não há forma óbvia de fazer isto. O que isso significa?

A interface TIFKAM copiou o iOS. Quando você inicia um aplicativo, não há uma forma óbvia de fechá-lo. Tanto a Apple quanto a Microsoft nos dizem que não há necessidade de fechar um aplicativo. Não acredite neles.

No caso de você ainda não ter compreendido: no iOS, você primeiro pressiona o botão na parte inferior duas vezes. Isso exibe uma lista de aplicativos abertos. Então você coloca o dedo sobre um deles e o mantem lá. Após certo tempo, os ícones começam a tremer, e eles terão um círculo vermelho com um sinal de menos dentro do lado esquerdo superior. Aperte no botão vermelho e o aplicativo será fechado. Quando você terminar de fechar os aplicativos, pressione o botão na parte inferior novamente.

Eu diria que é "elegante e intuitivo, assim como todas as decisões da Apple", exceto que alguns leitores da Advice Line são avessos à ironia.

Para a TIFKAM: Pressione <alt><F4>. Não é mais intuitivo, mas exige muito menos em comparação ao pressiona e aperta do iOS.

Bom, mas: A combinação do Windows 8/memória SSD inicia rapidamente – mais rápido, de fato, do que meu iPad (sim, às vezes você precisa reiniciar um iPad). Se, em vez de desligar o Ultrabook,o  fecharmos, ele demora um pouco mais para entrar no modo hibernar do que meu iPad quando fecho sua capa inteligente – mas quem se importa? Quando abrimos um Ultrabook, ele religa tão rápido quanto o iPad.

O “porém” é que nosso hábito com os notebooks com Windows está desperdiçando energia deles quando não os estamos utilizando. O que dificulta a mudança de hábito.

O rápido inicio do Windows 8 é, por sinal, a única justificativa para uma atualização? Não. Gaste seu dinheiro comprando um disco híbrido e um kit de clonagem de disco. Seu sistema não iniciará tão rápido quanto um Ultrabook com Windows 8, mas ele iniciará bem mais rápido do que inicia agora.

Iniciando a interface MOLE: Tirando a parte de o menu Iniciar ter desaparecido, a interface MOLE é quase igual a do Windows 7, com a exclusão das sutilezas da interface Aero que a Microsoft pegou emprestado da Apple. O MOLE é o Windows 7, apenas com uma aparência mais prosaica.

Sério? A interface MOLE é igual ao Windows 7 – até chegar a hora de desligar o Ultrabook. Isso agora exige uma pincelada à direita no touchpad (ou tela sensível ao toque) que exibe o que podemos chamar de menu do lado direito, seguido por um clique no ícone de Configurações. Mas a Microsoft nunca fez com que desligássemos o Windows de modo intuitivo – a menos que você pense que clicar em Iniciar algum dia foi uma forma intuitiva de encerrar algo.

Conclusão: A Microsoft teve de desenvolver o TIFKAM ou algo parecido com ele para competir nos mercados dos smartphones, tablets e (assumindo que a categoria engrene de verdade) dos laplets.

Não existem muitas razões para atualizar do Windows 7 para o Windows 8.

Não existem também muitas razões para evitar o Windows 8 ao comprar um novo computador, e se você estiver comprando um laplet, você pode até gostar dele.

Pense no Windows 8 como um experimento. Se correr tudo bem, a Microsoft aprenderá  com ele. O Office 2013 e o Windows 9 serão os produtos que determinarão o sucesso futuro em longo prazo da Microsoft com suas tecnologias de interface de usuário.A Microsoft fez o que teve de fazer com o Windows 8, e ela fez um trabalho melhor do que os relatos podem levar qualquer um de nós a acreditar.
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar