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BRASIL FALHA NO USO DE SOFTWARE E SERVIÇOS DE TI

29/11/2012

 

Os dados do relatório da Economia da Informação, da UNCTAD, foram divulgados nesta quarta-feira, 28/11, pelo Comitê Gestor da Internet, na capital paulista. O levantamento destaca que a produção e o desenvolvimento de software contribuem para a transformação estrutural das economias. E faz um alerta: os países emergentes, entre eles, o Brasil, estão deixando essa oportunidade passar.

O Brasil, pondera Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet, apesar das ações recentes em prol do software - como plano TI Maior, recém-divulgado pelo Governo Dilma, está bastante atrasado no fomento ao desenvolvimento de software. "As nossas políticas são equivocadas. Não estamos conseguindo formar mão de obra qualificada. Não conseguimos vender para o exterior, tampouco atendemos a nossa forte demanda interna", lamenta.

E exemplifica. "Há muitos municípios gritando por informatização, mas não há uma política clara para facilitar o acesso aos serviços de TI. O software público é uma alternativa, mas exige a adequação aos legados. O custo cobrado fica fora da realidade porque não há prestador de serviço qualificado".

Globalmente, o relatório da UNCTAD estima que os gastos com software e serviços de informática somaram US$ 1,2 trilhão em 2011. Sendo que 80% desse total foram provenientes dos países industrializados. O estudo ressalta um ponto crucial: sem a participação direta do Governo na indução de políticas públicas para o software não haverá a inovação.

Isso porque, sustenta a entidade, o governo é o grande comprador de software e há, ainda, falta de ações transparentes na parte de compras públicas na área. o governo eletrônico - é um ponto-chave dessa estratégia. E aqui, mais uma vez, há questões relevantes. De acordo com o TIC Empresas 2011, apenas 49% das empresas usam a Internet para interagir com os órgãos governamentais.

"Temos ações específicas de comunicação com o governo como o Imposto de Renda, da Receita, e outras atividades de interação com o governo federal. Mas as ações ainda são tímidas e é possível crescer muito mais. Há uma demanda de oportunidades para desenvolvedores. Se o mercado interno é bem atendido é possível pensar em exportar a solução", pondera Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.

E na parte de exportação de software e serviços, a América Latina - Brasil inclusive - teve um desempenho pífio e ficou fora do ´top ten´ dos exportadores, sendo superada por países como Índia, China, Filipinas e Cingapura. Os dados da UNCTAD revelam que o Brasil, em 2009, exportou US$ 1,6 bilhão, ficando atrás, por exemplo, da Polônia, que contabilizou US$ 1,66 bilhão.Relatório da Economia da Informação, divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), aponta que a América Latina está bem defasada na área de desenvolvimento de software e serviços de TI. Enquanto nos Estados Unidos, o gasto na área compreende 43% dos investimentos em TIC, na região, a média fica em apenas 11%. No Brasil, esse índice fica em 12%, abaixo da Venezuela e da Bolívia, que respectivamente gastam 14%.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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