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LOJAS USAM TECNOLOGIA COMO ARMA PARA CONCORRÊNCIA COM O VAREJO ON-LINE NOS EUA

26/11/2012

Na Black Friday, quem soube usar melhor a tecnologia saiu em vantagem. O varejo físico tentou atrair de volta os compradores que nos últimos anos optaram pela internet para escapar à loucura das lojas no dia que abre oficialmente a temporada de comércio de festas nos EUA.

As iscas foram ferramentas tecnológicas com potencial para tornar as compras no mais movimentado dia de comércio do ano um pouco mais sãs --e dar ao consumidor uma vantagem sobre os concorrentes.

As pessoas equipadas com celulares inteligentes tiveram ferramentas de planejamento melhores, e encontraram preços mais favoráveis e mais lugar para estacionar.

O Walmart dispôs de um mapa que mostrou aos consumidores onde exatamente estavam localizadas as ofertas especiais da Black Friday.

O Mall of America usou o Twitter para oferecer informações sobre tráfego e presentes, e um app da loja Macy´s enviou mensagens com ofertas especiais a cada cinco minutos, enquanto o consumidor estivesse dentro da loja.

Tim Gruber/The New York Times
Tara Niebeling, Sarah Schmidt, Bridget Jewell e Erin Steeg são do grupo de redes sociais da loja Mall of America
Tara Niebeling, Sarah Schmidt, Bridget Jewell e Erin Steeg são do grupo de redes sociais da loja Mall of America

"As filas diante das lojas, esperando a abertura na sexta-feira, e a corrida para entrar na loja antes dos demais compradores levaram muita gente a optar por ficar em casa na Black Friday", disse Carey Rossi, editor-chefe do site ConsumerSearch.com, que resenha produtos.

"Isso pode convencer algumas pessoas a voltar, sabendo que as coisas não precisam ser tão frenéticas", afirmou.

Parte da estratégia do varejo é contra-atacar lojas on-line como a Amazon.com, que no ano passado utilizaram apps para atrair compradores depois que estes viram determinados produtos em lojas físicas.

Mas as lojas reconhecem também que a compra na sexta-feira posterior ao feriado de Ação de Graças não deveria tornar necessário esperar na fila a noite inteira, bem como capacetes e cotoveleiras. Um celular inteligente pode bastar para oferecer vantagem aos compradores.

"Isso reduz a frenética ansiedade da Black Friday", disse Lawrence Fong, cofundador do BuyVia, um app que envia alertas de preços e promoções aos seus usuários. "Embora haja um lado de diversão nessas coisas, a vida é curta demais para perder tempo com elas."

ORIENTAÇÃO PARA O CONSUMO

Denise Fouts, 45, que trabalha reparando danos causados por incêndio e água em Chandler, Arizona, já usara apps como preparação para a Black Friday, entre os quais o Shopkick, o app da Target e um programa chamado "Black Friday".

"As multidões continuarão a existir, mas pelo menos saberei antes de sair o que estou procurando especificamente", disse Fouts.

Na semana passada, a Macy´s lançou uma atualização de seu app, com cerca de 300 ofertas especiais para a Black Friday e sua localização em suas lojas.

Na unidade da Herald Square, por exemplo, os suéteres de cashmere por US$ 49,99 em oferta especial de Black Friday estiveram no departamento feminino, quinto andar, na ala Broadway.

"Com a velocidade das compras na Black Friday, as pessoas precisam ser realmente eficientes em seu uso do tempo", disse Jennifer Kasper, vice-presidente do grupo de mídia digital da Macy´s.

Enquanto o consumidor mantinha o app aberto, a Macy´s enviava ofertas especiais a seu aparelho a cada cinco minutos --ofertas não anunciadas em outras mídias para a Black Friday.

O Walmart tem um app há alguns anos, mas recentemente introduziu uma ferramenta para uso em loja que mostra coisas como os eventos de degustação do dia, quando o comprador está perto de um dado local.

As lojas Walmart obtêm 12% de seu faturamento no segmento móvel junto a compradores que já estão dentro de suas lojas. Para a Black Friday, o app da empresa teve mapas de cada loja, com a localização exata dos principais itens em promoção --para que os compradores determinem o melhor itinerário.

"Os itens em liquidação rápida não ficam nos lugares que os compradores poderiam imaginar, por motivos de tráfego, o que significa que o console de videogame mais procurado pode estar na seção de jardinagem", diz Gibu Thomas, vice-presidente sênior do departamento móvel e digital da Walmart Global eCommerce.

RECURSO DE LOCALIZAÇÃO

Outros produtores de aplicativos estão apostando que os compradores desejam apps que oferecem informações sobre múltiplas lojas.

O RedLaser, um app do eBay, permite que os compradores usem seus celulares para comparar preços e recentemente começou a utilizar dados de localização para oferecer aos compradores promoções personalizadas quando eles entram nas lojas, o que inclui produtos que não estão em exposição nas lojas da Best Buy, por exemplo.

O RetailMeNot, que oferece cupons de desconto para sites de comércio eletrônico, agora tem cupons para compras em lojas físicas, que foram enviados aos celulares dos consumidores quando eles estivessem perto de 500 shopping centers norte-americanos, na Black Friday.

"Os consumidores não vão baixar 40 apps para 40 lojas", diz Cyriac Roeding, co-fundador do Shopkick, um aplicativo que usa recursos de localização e dá pontos aos consumidores quando eles entram em certas lojas ou usam seus celulares para fazer "scan" (ver detalhes) de certos produtos. Os pontos podem ser trocados por vantagens.

Para a Black Friday, a Shopkick veiculou um guia com as principais liquidações rápidas. Os usuários ganhariam pontos adicionais e recompensas para as compras do dia.

Roeding diz que usar um app que oferece recompensas ou descontos propicia ao varejo físico uma defesa contra a Amazon. E o uso dessas tecnologias se generalizou. O usuário médio do Shopkick é uma mãe de 27 anos moradora da região centro-oeste dos Estados Unidos.

Na Westfield, que opera 47 shopping centers nos EUA, um novo app permite que as pessoas realizem buscas por produto e determinem que lojas no shopping center o oferecem, e a que preços.

O app oferece orientação exata de localização, e serviços de buscas por voz para informações como a localização dos sanitários e promoções da Black Friday.

Há muitos apps de descontos para o frenesi de consumo. O site BradsDeals.com oferece descontos on-line há 11 anos, mas lançou seu primeiro app no ano passado, quando 250 mil pessoas o baixaram. Neste ano, o número previsto de downloads na Black Friday era 50% maior, estimou Brad Wilson, fundador do site.

PLANEJAMENTO

Os aplicativos tornam os compradores mais espertos --e menos insanos, diz Wilson. O conselho dele é usar os apps para planejar com antecedência as compras.

O Mall of America, em Bloomington, Minneapolis, está concentrando sua tecnologia em áreas que causam especial frustração aos compradores, como o estacionamento e encontrar presentes para parentes.

O aplicativo para celulares da empresa permite às pessoas procurar vagas para estacionamento em áreas codificadas por cores, de acordo com seu nível de ocupação.

Se a pessoa enviar mensagem de texto com o número de andar de sua vaga de estacionamento, o shopping informará por mensagem de texto qual é a melhor porta de saída para chegar àquele estacionamento, ao final das compras.

A conta de Twitter @mallofamerica teve dois funcionários a mais para responder perguntas neste ano e também ofereceu informações de trânsito e respondeu a perguntas como "há uma loja Panda Express aqui?" ou "o que posso comprar para minha sobrinha de cinco anos?"
 
 
Fonte: Ne10

 
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