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PIONEIRO DOS ANTIVÍRUS, JOHN MCAFEE É PROCURADO POR ASSASSINATO

13/11/2012

John McAfee, o nome por trás de um dos mais conhecidos pacotes de antivírus para computadores do mundo, está na mira da polícia de Belize. Ele é o principal suspeito de ter assassinado o americano Gregory Paul, que foi morto a tiros no último sábado, 10.

O caso aconteceu na casa de Paul, que fica na cidade de San Pedro, na ilha de Ambergris Caye, segundo informou ao Gizmodo o chefe da unidade de repressão a gangues da força nacional de polícia, Marco Vidal.

Os detalhes ainda são vagos, mas pessoas da vizinhança disseram que Paul era um construtor da California com quem McAfee tinha uma relação tumultuosa. Na quarta-feira passada, 7, ele apresentou uma queixa formal na Prefeitura afirmando que McAfee estava disparando armas e exibindo um "comportamento malandro" - aparentemente, diz o Gizmodo, a última encrenca entre os dois envolvia cães.

Nos últimos anos, McAfee se distanciara dos colegas americanos de Belize; sabia-se, por exemplo, que vinha fazendo uso de compostos psicoativos conhecidos como "sais de banho". Mas antes disso, ganhou fama e dinheiro ao enxergar uma oportunidade de negócio aonde a maioria via o temor da computação.

No final dos anos 1980, ele conseguiu a cópia de um vírus preliminar e chamou programadores para desenharem um software de neutralização. McAfee então soltou o programa de graça e cobrou apenas pelo licenciamento a clientes corporativos.

Em 1992, o mesmo sujeito foi à TV dizer que até 5 milhões de computadores corriam risco de infecção por um vírus chamado Michelangelo, o que fez as vendas de sua empresa dispararem. O problema, como explica o jornalista Jeff Wise - que perfilou McAfee -, é que a ameaça era apenas isso: uma ameaça.

Ele então foi obrigado a deixar a gestão da companhia que leva seu nome e resolveu vender a parte que tinha nela por US$ 100 milhões. Daí em diante, se tornou excêntrico e foi visto em várias iniciativas peculiares até chegar a Belize, onde não parou de se envolver em situações estranhas - tanto que contratou um gângster para protegê-lo e, agora, é suspeito de assassinato.

 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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