Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

BIG DATA IRÁ GERAR 500 MIL VAGAS NO BRASIL, PREVÊ GARTNER

31/10/2012

 

Segundo Peter Sondergaard, vice-presidente sênior do Gartner, ter profissionais especializados para dar suporte a Big Data é um desafio global. Ele constata que os sistemas de educação tanto públicos quanto privados são falhos e não têm como formar um exército de profissionais na velocidade que as empresas precisam.

“Essa área vai movimentar a economia no mundo todo, mas apenas 1/3 dos cargos será preenchido”, afirmou Sondergaard durante o Gartner Sumposium/ITxpo2012, que abriu nesta segunda-feira (29/10) em São Paulo.

O analista do Gartner prevê que os especialistas em dados serão muito valorizados no mercado mundial. Ele não sabe estimar quantas vagas serão abertas no Brasil para esses talentos até 2015. Mas diz que das 4,4 milhões de oportunidades, 1,9 milhão será oferecida na América do Norte, outros 1,2 milhão pela Europa Ocidental e os 1,3 milhão restante pela Ásia/Pacifico e América Latina.

Cassio Dreyfuss, vice-presidente do Garnter, arrisca que o Brasil vai gerar pelo menos 500 das vagas totais para profissionais de Big Data no mundo.

Desafios do Brasil

O Brasil já amarga com a carência de profissionais especializados em TI e tem algumas iniciativas para mudar essa situação, como é o caso dos programas TI Maior e Ciências Sem Fronteiras, do governo federal apoiadas pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).
 
Entretanto, o vice-presidente do Gartner, Cassio Dreyfuss, considera que os avanços do Brasil para formação de talentos de TI são pouco coerentes. Segundo ele, as iniciativas ainda são pequenas para o tamanho do problema que o País enfrenta com a falta de mão de obra especializada em TI.

“Não existe uma política nacional de formação em TI no Brasil”, diz Dreyfuss, afirmando que o País tem que atacar esse problema com um amplo programa, envolvendo universidades, governo e empresas.

“Não temos mais tempo, o Brasil tem que assumir que não tem ainda uma política nacional para capacitação de profissionais de TI”, reforça o vice-presidente do Gartner.

Dreyfuss enfatiza que o déficit de talentos de TI prejudica o mercado, ressaltando que o Brasil não é competitivo e avançou pouco com as iniciativas que reduz os custos da folha de pagamento. “Hoje as empresas precisam ter um corpo especializado para avaliar os benefícios oferecidos pelas novas medidas”, constata o vice-presidente do Gartner.

Outros países da América Latina estão mais avançados nesta questão, como é o caso do Chile e da Colômbia, que já contam com um programa estratégico para formar talentos em TI.As companhias brasileiras, que já sofrem com a falta de talentos de TI, serão mais impactadas ainda com o crescimento das iniciativas de Big Data. Essa área exigirá a contratação de um exército de 4,4 milhões profissionais em todo o mundo até 2015, segundo projeções do Gartner. O Brasil precisa se apressar para capacitar esses profissionais, alerta o consultoria de pesquisas, prevendo que 500 mil vagas serão geradas pelo mercado local.
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar