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ANALISTAS CITAM PREÇO DE PC E FALTA DE ESTRUTURA COMO OBSTÁCULOS PARA TABLETS NO PAÍS

12/10/2012

Consumidora compra novo iPad, em maio de 2012, durante o início das vendas do aparelho no Brasil 
 
 
 

Um ano após a desoneração de impostos para tablets fabricados no Brasil, a categoria enfrenta alguns obstáculos para crescimento. Além do valor do produto, analistas de mercado consultados pela reportagem citaram a semelhança do preço de modelos com a de um laptop e problemas de infraestrutura de rede. Veja a seguir os principais pontos citados por eles

Preço de computador

A entrada de mais companhias fez com que a categoria ficasse mais acessível, pois não há apenas tablets de cerca de R$ 2.000. Existem vários na faixa de R$ 800 e com características boas. Porém, o usuário que não tem computador provavelmente comprará um laptop em vez de um tablet.
 

Se considerada a Samsung (que vende tanto tablets como laptops) como exemplo, é possível ver que um laptop Series 3 (configuração mediana) é vendido em alguns varejistas por R$ 1.500. Já o tablet top de linha da fabricante sul-coreana no país, o Galaxy Tab 2 10.1 com Wi-Fi e 3G, é encontrado por R$ 1.600.

Á título de comparação, nos Estados Unidos, o laptop Series 3 da Samsung de mesma configuração custa US$ 500, enquanto o mesmo tablet mencionado acima é vendido no varejo por US$ 468. A diferença é pequena, mas o tablet lá já é mais barato que um computador.

Segunda opção

Outro ponto que pesa contra a popularização do tablet é o fato de o aparelho ser a “segunda opção” do consumidor. O tablet é uma ferramenta adicional para consumo de conteúdo. “As pessoas fazem escolhas com base no orçamento que elas têm. E, para quem não tem muito dinheiro, a preferência é comprar algo mais funcional, como um laptop”, observou Tuong Nguyen, analista da consultoria de mercado Gartner.

Cadê conteúdo?

O tablet foi produzido para o consumo de conteúdo: ler livros, ver filmes, mostrar fotos, etc. Porém, no Brasil, as pessoas não contam com as mesmas opções que os consumidores americanos. Considerando que a plataforma mais utilizada em tablets no Brasil é Android, os usuários do país não conseguem comprar música, vídeos ou livros do Google Play (loja de conteúdos multimídia do Google).

“Quando o consumidor reparar que o tablet tem conteúdo agregado [como lojas de vídeos, livros e música], é bem provável que ele passe a procurar mais este tipo de eletrônico”, disse Atila Belavary, analista da consultoria IDC.

A Apple liberou no fim do ano passado a venda de músicas, vídeos e, mais recentemente, de joguinhos para o iPad. Mesmo assim, o iPad ainda tem preço elevado e ainda não é possível comprar livros com esse sistema.

Infraestrutura

As operadoras têm cada vez mais investido em infraestrutura no país. Porém, a qualidade da internet móvel não é dos melhores. “Usar internet 3G no Brasil é caro e a qualidade não é tão boa”, pontuou Nguyen. Outro fator relacionado à internet, citou o analista do Gartner, diz respeito ao crescimento do número de pontos de acesso sem Wi-Fi. Somente neste ano algumas operadoras passaram a instalar mais redes sem fio em capitais.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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