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CONGRESSO DOS EUA ACUSA ZTE E HUAWEI DE SEREM ´RISCOS À SEGURANÇA NACIONAL´

09/10/2012

Após uma investigação de um ano de duração, um comitê do Congresso EUA divulgou um relatório nesta segunda (8) em que acusa as fabricantes chinesas  Huawei Technologies e ZTE de representarem uma "ameaça à segurança dos EUA. O texto diz para as empresas do setor privado "não comprarem" equipamentos de rede das empresas.

"Os EUA deveriam ver a penetração de empresas de telecomunicações chinesas em nosso mercado de telecomunicações com desconfiança", escreveram os deputados Mike Rogers e Dutch Ruppersberger, da Comissão Permanente de Inteligência.

"A investigação conclui que os riscos associados com a Huawei e a ZTE fornecendo equipamentos de infraestrutura crítica pode minar interesses da segurança nacional", diz o estudo. O comitê acrescentou que as redes de telecomunicações são vulneráveis ​​a ataques maliciosos que poderiam expor dados sensíveis a ciberespionagem, falhas ou ataques cibernéticos.

O comitê pediu ao governo dos EUA para não adquirir equipamentos da ZTE e Huawei, e também recomendou que o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) bloqueie aquisições ou fusões por causa da "ameaça à segurança" representada pelas empresas. A comissão também aconselhou empresas do setor privado a adquirir equipamentos dessas empresas.

"O governo dos EUA precisa prestar atenção às principais empresas que recebem apoio financeiro do governo chinês", diz o relatório.

Antes do lançamento do estudo, alguns analistas observaram que a política, e não a segurança, estava no centro da investigação das empresas chinesas.

Detalhes escassos
Algumas das preocupações do comitê são legítimas, mas os detalhes sobre as questões de segurança verdadeiros são escassos, disse Will Stofega, diretor de pesquisas sobre tecnologia móvel e tendências do IDC.

"Se há questões de segurança, quais são? Há backdoors (portas secretas) no roteador?", disse Stofega.

O momento do relatório também é interessante, considerando a Huawei está planejando uma oferta pública inicial (IPO) nos EUA, disse.

Além disso, o estudo pode ser um esforço para proteger as empresas americanas de redes de telecom como a Cisco, observa.

O comitê disse que a Huawei e a ZTE não cooperaram suficientemente durante a investigação e não forneceram informações suficientes sobre as operações ou relações com o governo chinês. No entanto, a ZTE e a Huawei rebateram, dizendo que cooperaram plenamente com a comissão.

Reações
"A Comissão afirmou na audiência que a investigação não é briga política ou protecionismo comercial disfarçado de segurança nacional. Infelizmente, o relatório não só ignorou nosso histórico comprovado de segurança de rede, como também não prestou atenção a grande quantidade de dados que prestamos", disse a Huawei em comunicado.

"Temos de suspeitar que o único propósito de tal relatório é impedir a concorrência e que companhias chinesas de TI entrem no mercado dos EUA", afirma o texto.

A fabricante se defendeu dizendo que é uma empresa Fortune 500, e que seus produtos são usados em 140 países.

A ZTE disse que seus equipamentos são seguros, e que ele vai trabalhar com o governo dos EUA e as empresas para garantir isso.

"É digno de nota que, após uma investigação de um ano de duração, a Comissão se baseia suas conclusões em um achado que a ZTE ´pode não ser´ livre da influência do Estado. Esta constatação se aplica a qualquer empresa que opera na China ", disse David Dai Shu, diretor global de assuntos públicos, em comunicado.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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