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MESMO COM INCENTIVOS, FABRICANTES NÃO SÃO OBRIGADAS A BARATEAR PRODUTOS

04/10/2012

A produção nacional de equipamentos eletrônicos está aumentando. Os incentivos oferecidos pelo governo e estados diminuem os custos de produção, permitem às empresas oferecer produtos com preços mais competitivos, ao mesmo tempo que conseguem um lucro maior, e trazem ao Brasil novas oportunidades de emprego e inovação.

A adoção destas medidas, no entanto, não implicam necessariamente no barateamento do preço final. Pelo menos de acordo com experiências anteriores. Na Lei do Bem, que deverá contemplar em breve os smartphones, existe a desoneração de PIS, COFINS e redução de IPI. Segundo o consultor em finanças Marcos Crivelaro, também professor PhD da FIAP, esta lei existe há anos e no passado estabeleceu um preço máximo para laptops em US$ 200, determinação que não foi seguida à risca. 

Crivelaro explica que no caso atual não há limite para preços de smartphones, tablets ou outros aparelhos, portanto, em nenhum setor beneficiado constaria a obrigação de redução do valor do produto final. Consultado pelo Olhar Digital, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação não esclareceu se haverá um teto máximo para a comercialização dos produtos.

“Entendo que às vezes as empresas chegam ao Brasil pensando em maior rentabilidade e que estebeleçam uma margem maior para produtos sem tantas tecnologias, mas isto está errado. Nem as fabricantes, nem os consumidores devem ver a produção local de forma egoísta”, diz. "Deve ser algo interessante para ambas as partes e, principalmente, por trazer uma cultura de inovação ao país", finaliza.

Repasse

A Motorola Mobility, que acaba de lançar seu primeiro smartphone 4G produzido no Brasil, afirma que a inclusão dos smartphones na Lei do Bem pode reduzir os preços para os consumidores. A companhia declarou que a lei é positiva pois beneficia diretamente os usuários.

“Ela reduzirá o PIS/COFINS de 9,25% para 0% na ponta, ou seja, nas vendas do varejo”, comentou a empresa. Neste caso, o Rarz HD 4G, que está sendo comercializado na faixa entre R$ 1.999 a R$ 1.699, – preço salgado para muita gente – pode ficar mais barato.

Outra lei que prevê incentivo fiscal na produção de equipamentos eletrônicos é a da informática, que reduz (80%) ou isenta o IPI, de acordo com o desenvolvimento do produto. A Lenovo, que acaba de anunciar investimento de R$ 30 milhões em uma fábrica em Itu (São Paulo), já conta com dedução de ICMS e IPI em desktops e notebooks, apesar de até então só ter produzido aparelhos em fábricas terceirizadas.

“O grande benefício de termos uma fábrica própria é que poderemos trazer ao Brasil todo o portfólio da Lenovo de fora do país. Teremos mais opções de produtos em todas as faixas de preços”, completou. "Mas não acredito que haverá grande reduções com a chegada da nova fábrica", disse Paulo Renato Fernandes, diretor de operações da Lenovo, que afirma a fabricação local chega a diminuir até 40% no custo da produção, apesar de haver uma grande variação de um item para outro. 

 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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