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VALE DO SILÍCIO APRESENTA MOTO COBERTA, APP ´PROATIVO´ E SUPERMÁQUINA DE CAFÉ

01/10/2012

O Vale do Silício, na Califórnia, conquistou reputação como o mais avançado centro internacional de tecnologia, atraindo tanto gigantes do setor como pequenas empresas iniciantes.

A BBC visitou um dos principais eventos do setor de tecnologia, a conferência Disrupt, organizada pelo site especializado TechCrunch, para identificar três novos produtos em desenvolvimento com potencial para se tornarem as próximas "grandes invenções" do Vale do Silício. Confira:

Moto elétrica autobalanceável

"O futuro está nos transportes", é assim que Danny Kim e sua equipe de engenheiros da Lit Motors descrevem seu veículo inovador - basicamente um "carro cortado pela metade", nas palavras de seus criadores.

Desenvolvido para suportar impacto, o C-1 é o primeiro veículo de duas rodas estabilizado por giroscópios controlados eletronicamente para criar mais de 500 quilos de força de tração.

Isso ajuda a manter o veículo de pé e apto a enfrentar condições adversas como chuva, neve e até colisões.

"Desenvolvemos nosso próprio algorítimo de estabilidade, que mantém (o motorista) seguro e faz a moto acessível a qualquer pessoa", opina Kim. Mas ele ressalva: o motorista deve ser habilitado a dirigir um automóvel.

O protótipo do C-1 lembra o de uma moto, mas com uma cobertura aerodinâmica. A moto é capaz de inclinar-se até 15 graus, capacidade que deve aumentar em versões futuras do projeto.

O meio de transporte é movido a eletricidade, e o objetivo de seus criadores é que tenha autonomia de 320km com apenas uma recarga de bateria.

A velocidade máxima do C-1 é de 193 km/h, e ele vai de zero a 96km/h em cerca de seis segundos. A versão do C-1 para o varejo deve ficar pronta em 2014, ao custo de US$ 24 mil - preço considerado excessivo por muitos observadores do mercado. A Lit Motors diz que eles pretendem reduzir o preço no futuro, quando puderem lucrar com a escala de vendas.

O C-1 também deve incluir airbag, cinto de segurança e portas reforçadas com aço, para aumentar a segurança do motorista.

Aplicativo ´proativo´ para conversas e reuniões

O empreendedor Tim Tuttle acha que é capaz de adivinhar como serão as conversas do futuro. Ele e seus colegas do Expect Labs, uma start-up californiana, passaram os dois últimos anos construindo um mecanismo de "antecipação": uma plataforma para aplicativos que preveem o que as pessoas querem ou necessitam antes mesmo que elas se ponham a buscá-lo.

Seu primeiro app para iPad é o MindMeld, um aplicativo de voz e videoconferência que analisa o que está sendo dito na conversa e, em tempo real, "prevê" o tipo de informação que os participantes podem precisar. As informações são enviadas aos tablets dos participantes em questão de segundos.

Um exemplo: digamos que diversos colegas de trabalho planejam um happy hour. Dependendo do tipo de comida e bebida que eles mencionam na conversa, o MindMeld fará sugestões de bares, com resenhas, mapas, imagens e telefone dos locais - informações captadas da internet e de redes sociais.

O app também foi projetado para evitar que os participantes de reuniões esqueçam o que foi discutido ou fiquem "perdidos", ao transmitir informações relacionadas ao conteúdo da conversa.

O lançamento do MindMeld está previsto para outubro, primeiramente disponível apenas para chamadas de voz (a tecnologia para videoconferências deve ficar pronta até o final do ano).

A máquina de café de US$ 10 mil

O slogan da máquina da empresa Blossom é ambicioso: apresenta-a como capaz de fazer o "melhor café que você já provou".

Portátil, a Cafe1 foi construída por engenheiros mecânicos e designers industriais, com a meta de usar conceitos científicos no cafezinho do dia a dia. Ela controla o tempo de produção do café e a temperatura, prometendo cafés "drasticamente" diferentes, usando os mesmos grãos.

A máquina tem também um código de barras e conexão wi-fi, para identificar, via internet, a melhor forma de produzir um determinado pacote de grãos de café.

O público final da Cafe1 são empreendimentos comerciais. Mas preço do aparelho pode, de fato, impedir que muitos experimentem o cafezinho, admite Jeremy Kluempel, presidente da Blossom Cafe. "Mas estamos comprometidos em fazer essa tecnologia mais facilmente disponível" e mais barata no futuro, acrescentou.

 
Fonte: Uol

 
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