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FUNDADOR DO WIKILEAKS ACUSA EUA DE QUERER INSTITUIR REGIME DE SIGILO

28/09/2012

 
 
 

Os EUA estão tentando instituir um regime nacional de sigilo e obscurecimento, que define que se qualquer funcionário público revelar informações confidenciais para uma organização de mídia pode ser condenado à morte, prisão perpétua, ou por espionagem. Os jornalistas de uma organização que estiverem com eles também podem ser condenados, segundo afirmação feita na quarta-feira (26/9) pelo fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em fórum da ONU realizado por meio de uma vídeoconferência na embaixada do Equador, em Londres.

O fórum, com foco em asilo diplomático, foi organizado pela Missão Permanente do Equador na ONU, e foi guiado pelo ministro de relações exteriores, Ricardo Patiño.

O discurso
Assange começou falando sobre sua situação, e agradecendo ao governo do Equador. Disse que "falo hoje com vocês como um homem livre, porque apesar de estar detido por 659 dias sem acusações, eu sou livre no senso mais básico e importante, sou livre para falar o que penso. Essa liberdade existe, porque uma nação me garantiu asilo político e outras nações apoiaram essa decisão."

Depois, iniciou seu discurso sobre o soldado de Primeira Classe do Exército dos EUA, Bradley E. Manning, que foi preso em 2010 por supostamente passar documentos secretos ao WikiLeaks e pode ser condenado à morte. "Ele foi capturado, isolado por 9 meses e submetido a severos abusos. [...] Ele sofreu abusos e foi torturado psicologicamente pelo seu próprio governo. [...] Essas coisas aconteceram com ele enquanto os EUA tentavam forçá-lo a depor contra o WikiLeaks e mim", disse o australiano.

O fundador do site também criticou o que ele descreveu como tentativas dos EUA de levar crédito por movimentos pró-democracia no Oriente Médio, popularmente conhecido como a Primavera Árabe, e afirmou que o WikiLeaks desempenhou o papel de expor o país.

Segundo Assange, o manifestante tunisiano, Tarek al-Tayeb Mohamed Bouazizi, não ateou fogo em si mesmo para que Obama pudesse ser reeleito. "O mundo conhecia, depois de ler publicações do WikiLeaks, que o regime de Ben Ali e seu governo sofreram, por longos anos, com a indiferença dos Estados Unidos - com pleno conhecimento de seus excessos e crimes", acrescentou.

"Deve ser uma surpresa para os tunisianos que os EUA deram suporte às mudanças. E deve ser uma surpresa para os adolescentes egípcios, que lavaram gás lacrimogêneo americano de seus olhos, que o governo dos EUA apoiou a mudança no Egito", disse Assange, que acusou o presidente Barack Obama de tentar explorar as reformas da Primavera Árabe para sua campanha de reeleição.

Ao final do discurso, Assange pede ao presidente dos Estados Unidos que cesse a perseguição contra o Wikileaks.

Assange está desde agosto sob proteção da Embaixada do governo do Equador, em Londres, quando garantiu asilo político para evitar sua extradição para a Suécia, a fim de ser interrogado sobre sua relação com uma suposta agressão sexual. Ele não pode viajar para Nova York, ou mesmo deixar o prédio em que se encontra, sem que seja preso pela polícia britânica que rodeia o edifício.

O Reino Unido se recusou a conceder a ele passagem para Quito, afirmando que o governo tem a obrigação de cumprir as decisões judiciais e enviá-lo a Estocolmo. Mas os defensores de Assange temem que, da Suécia, ele possa ser transferido para os EUA, para enfrentar acusações sob o Ato de Espionagem do país.

O WikiLeaks publicou telegramas diplomáticos vazados e outras informações que envergonhava vários governos e empresas internacionais.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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