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JUIZ RECUSA PEDIDO DE REMOÇÃO DO VÍDEO ANTI-ISLÃ NO YOUTUBE

24/09/2012

Um juiz da Califórnia se recusou a pedir para que o YouTube retirasse um polêmico trailer de filme anti-Islã que provocou protestos violentos em missões diplomáticas dos EUA em muitos países do Oriente Médio. Uma atriz que aparece no vídeo pediu ao tribunal para impor uma ordem de restrição temporária contra o YouTube e a pessoa acusada de ter adulterado a filmagem para dar-lhe um viés anti-Islã.

Em uma denúncia apresentada na quarta-feira perante o Tribunal Superior do Estado da Califórnia para o condado de Los Angeles, Cindy Lee Garcia alegou que foi escalada para um filme intitulado "Desert Warrior" (Guerreiro do Deserto, em tradução livre) e que o réu Nakoula Basseley Nakoula, também conhecido como Sam Bacile e residente de Los Angeles, disse a ela que era um longa de aventura sobre antigos egípcios.

Bacile é acusado de ter publicado em 2 de julho deste ano, no YouTube, um vídeo intitulado "The Innocence of Muslims" (A Inocência dos Muçulmanos, em tradução livre), que teve sua trilha sonora manipulada para fazer parecer que Cindy Lee difamava o Islã e as crenças muçulmanas.

A atriz nomeou Nakoula, Google, YouTube, e algumas pessoas ainda não identificadas como réus no processo em que ela alegou invasão de privacidade, apropriação indevida de imagem, fraude e práticas de negócios desleais.

O vídeo - que zomba e insulta o Profeta Muhammad, descrevendo-o como um mulherengo e assassino -, provocou protestos nas embaixadas e consulados dos EUA em muitos países, incluindo Egito, Iêmen, Sudão, Líbia, Indonésia, Afeganistão e Paquistão.

O Google bloqueou o vídeo em seis países, incluindo Arábia Saudita e Índia, por conhecer as leis locais. Paquistão, Bangladesh e Sudão teriam bloqueado o site do YouTube, depois que o Google supostamente se recusou a remover o vídeo.

Embora afirmando que os EUA não tinham qualquer relação com o trailer, o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, disse na semana passada que o país não impede e não pode impedir cidadãos de expressar seus pontos de vista.

A gigante de Mountain View tem mantido até agora que o vídeo está claramente dentro de suas diretrizes e, portanto, permanecerá no YouTube - exceto em países onde o acesso é restrito e, por isso, é informado de que o vídeo é ilegal ali.

Cindy Lee disse em sua denúncia que o processo não era um ataque à Primeira Emenda da Constituição dos EUA, a qual lida com a liberdade de expressão.

O Google, por sua vez, não pode responder imediatamente a um pedido para comentar sobre o caso.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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