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VENDA DE CELULARES E TVS DESABA. CRESCE DÉFICIT DO SETOR ELETROELETRÔNICO

07/09/2012

Importações menores reduziram um pouco o ritmo do déficit nacional em eletroeletrônicos, mas o resultado continua negativo apesar da comparação com um ano ruim como foi 2011 ? no qual o déficit cresceu 25% em relação a 2010. Fortes quedas nas vendas externas de celulares, geladeiras e televisores ? e maiores compras de componentes eletrônicos e industriais ? resultam, até aqui, em diferença de US$ 18,96 bilhões entre importações e exportações, 1,5% acima do mesmo período do ano passado.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, estão pesando as reduções nas vendas para o principal parceiro comercial do Brasil ? a Argentina. Para a Abinee, esta foi uma ?forte influência? no desempenho dos telefones móveis, cuja queda este ano já é de 49%, de US$ 315 milhões para US$ 160 milhões.

No geral, as vendas externas do setor de telecomunicações totalizam, entre janeiro e julho, queda de 36,2%. Desempenho parecido ao acumulado das vendas de utilidades domésticas, que, também nos sete primeiros meses do ano, apresentam recuo de 34,1%.

De positivo, aumentaram as vendas externas de Equipamentos Industriais (+17,8%), bens de Automação Industrial (+9,3%) e de Componentes Elétricos e Eletrônicos (+6,7%). Os principais destaques foram os motores e geradores (+21%), sistemas eletrônicos prediais (+42%) e componentes para equipamentos industriais (+52%), respectivamente

O levantamento da Abinee mostra que as importações estão menores, especialmente em equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia (caíram 51% entre janeiro e julho) e de telecomunicações ? novamente com destaque para os celulares, cujas compras recuaram 54%, para US$ 277 milhões.

Ainda assim, componentes para telecomunicações representam o principal item da pauta de compras em eletroeletrônicos no Brasil ? elas cresceram 2%, para US$ 3,3 bilhões. Já as importações de semicondutores, segundo item mais importante das compras do setor, mantiveram-se estáveis, em US$ 2,8 bilhões.

As maiores taxas de crescimento das importações foram em bens de Automação Industrial (+6,1%) e Componentes Elétricos e Eletrônicos (+4,7%). No primeiro caso, este resultado teve influência da ampliação das compras externas de sistemas eletrônicos prediais (+15%); e no segundo caso, do aumento de componentes para informática (+19%) e componentes para equipamentos industriais (+29%).


 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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