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XERIFE É DEMITIDO NOS EUA APÓS CURTIR PÁGINA DE ADVERSÁRIO DE SEU CHEFE NO FACEBOOK

13/08/2012

O xerife Daniel Ray Carter, que trabalhava em Virginia (EUA) foi demitido após curtir a página de um oponente político de B.J. Robert (foto), seu chefe, no Facebook. Carter agora luta na justiça para que sua demissão seja reconsiderada. As informações são da rede de TV americana ?CNN?.

O principal argumento utilizado pelo xerife demitido é que a primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos garante sua liberdade de expressão e, portanto, seu direito de curtir na rede social o que ele bem entender em âmbito privado.  O caso pode estabelecer uma significante decisão em tempos que centenas de milhares de pessoas usam as redes sociais para se expressarem.

Segundo documentos da corte. O caso começou quando o xerife B.J. Robert demitiu Carter e outras quatro pessoas em 2009 por apoiarem seu adversário político durante uma eleição no mesmo ano. Consta ainda no processo que a ofensa que justifica a demissão foi o fato de Carter ter dado um curtir na página ?Jim Adams for Hampton Sheriff? (Jim Adams para xerife de Hampton).

No fim das contas, o chefe de Carter foi reeleito e acabou demitindo as pessoas que não o apoiavam.

Alguns advogados alegam que o uso do recurso curtir do Facebook deveria ser protegido pela primeira emenda. No entanto, um juiz de uma corte de Virginia pensa diferente. Para ele, a cobertura da primeira emenda ao ?curtir? do Facebook não vale, pois elas não abrangem casos em que as pessoas não falam algo.

?Gostar de uma página no Facebook é insuficiente para entrar no mérito constitucional da liberdade de expressão?, disse o juiz Raymond A. Jackson em maio. Em comparação, os advogados do policial demitido alegam que a definição do juiz não tem relação com a lei existente.

?O juiz está errado, pois o próprio botão do Facebook traz a palavra ?curtir?, logo há palavras sendo usadas. E ainda há o símbolo do polegar para cima, que a maioria das pessoas entende que, literalmente, elas gostam de algo?, argumentou Aden Fine, advogado da ACLU (American Civil Libertities Union), instituição que busca proteger os direitos civis dos cidadãos americanos.

A instituição americana ainda argumentou utilizando o exemplo das Olimpíadas do México em 1968, quando atletas negros do movimento ?Black Power? levantaram as mãos para o alto no pódio para protestar. ?Eles não disseram nada, mas claramente passaram uma mensagem.?

Daniel Ray Carter entrou com o pedido de apelação na semana passada. Seus advogados esperam que ele tenha que se apresentar à corte no próximo mês para tentar provar a injustiça da demissão.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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