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ESCASSEZ DE TALENTOS PREOCUPA MULTINACIONAIS

05/07/2012

 

A crescente escassez global de talentos como um fator que pode limitar a entrada das empresas em um novo mercado é a maior preocupação da maioria dos executivos de multinacionais  e ultrapassa questões como a fragilidade econômica ou até mesmo a instabilidade política, segundo relatório da MetLife. Entre os mais de 350 executivos entrevistados, 40%afirma que pretende expandir suas operações nos mercados desenvolvidos e nos emergentes, incluindo, mas não se limitando, aos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).
 
Os dados do estudo se baseiam na pesquisa da Economist Intelligence Unit (EIU), com foco macroeconômico e que compila dados coletados de vários setores da indústria e países. A pesquisa aborda os obstáculos do crescimento das empresas. ?De longe, o maior desafio das empresas multinacionais é encontrar o talento nos mercados locais para expandir seus negócios. A guerra por talento está intensa e acontece em escala global?, disse Maria Morris, vice-presidente executiva do Global Employee Benefits da MetLife.
 
Na medida em que as multinacionais se expandem globalmente, o mesmo acontece com seu quadro de colaboradores. Das grandes multinacionais pesquisadas (com mais de US$10 bilhões de receita anual), cerca de um quinto (20%) espera ter, nos próximos cinco anos, mais de 85% do total do seu quadro de funcionários fora do seu país de origem. Esse número representa quase o dobro do número atual.

Além disso, a dificuldade de simplesmente atrair e reter talentos nos mercados fora da terra natal é muito clara na pesquisa. Cerca de dois terços (66%) dos entrevistados disseram que a escassez de talento provavelmente afetará seus resultados financeiros nos próximos cinco anos. O foco na escassez de talento e nos desafios de contratação é maior nas áreas de tecnologia, saúde, serviços, farmacêutica e biotecnologia.
 
O RH e os executivos concordam que os benefícios para funcionários representam uma ação importante: 90% afirma que este é um fator-chave na batalha por talento local e  os benefícios só perdem em importância para o salário nas estratégias de globalização.
 
Uma vez que a escassez de talento global é o problema número um para as multinacionais, a pesquisa da MetLife mostra ainda que há muito a ser feito para preencher o vácuo entre as percepções do RH e a de seus executivos sobre como avaliar o talento local nos mercados e o desejo de expansão da empresa.
 
Os representantes de RH são mais propensos que os executivos em dizer que suas empresas são proativas na avaliação da porção que a aquisição de talento representa na entrada e expansão do mercado. Entre os executivos (excluindo o RH), 61% dizem que suas empresas avaliam as questões de gestão de talentos (ex.: aquisição e retenção de capacidades funcionais ou outras especializações) só depois de terem identificado os mercados para entrada/expansão, ou não veem o talento como um importante problema da globalização. Em contrapartida, 63% dos executivos de RH dizem que o talento é considerado quando os mercados estão sendo identificados.
 
O estudo também identificou as seguintes tendências:

- Uma em cada quatro empresas pretende entrar em novos mercados nos próximos cinco anos.

- Os mercados estrangeiros estão ultrapassando os mercados locais como fonte de receita futura para muitas multinacionais. Cerca de uma em cada três multinacionais espera que em cinco anos mais de 70% da sua receita seja gerada pelos mercados estrangeiros.

- Brasil, China, Índia e Estados Unidos são as principais opções das empresas que querem vender produtos.

- Vietnã, África do Sul e Sub-Saara são considerados como ?oportunidade única? para as empresas que querem produzir produtos ou componentes.

- A maioria das empresas acredita que os benefícios para funcionários intensificam a fidelidade e a produtividade do trabalhador.


 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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