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AGORA É A VEZ DA MICROSOFT MUDAR O MUNDO

27/06/2012

A Apple bem que começou, mas quem vai mudar a forma como as pessoas interagem com a tecnologia é a Microsoft. Claro, depois do anúncio do primeiro iPad, já podemos ver várias pessoas que passam uma boa parte do seu tempo com tablets. Mas não dá para dizer ainda que é, digamos, uma cultura de massa.

Uma das grandes reclamações após Steve Jobs revelar o iPad ao mundo foi quanto ao sistema operacional. ?É uma plataforma de telefone!?, diziam. ?Só compro se vier com Mac OS X?, entre outras divagações de um mundo que ainda não tinha aprendido exatamente o que fazer com um tablet. Marketeira que só ela, a Apple conseguiu, mesmo assim, tornar o iPad um ?must-have?, símbolo de status e voltou todas as atenções da mídia ? e do público em geral, principalmente o mais leigo ? para si.

 


Até gatinhos gostam de tablets


E a Microsoft, nada. Nem parecia mais aquela empresa dos tempos de Bill Gates, que atacava e contra-atacava a Apple em uma divertida ?guerra? que só trouxe benefícios a nós, usuários. Dois anos depois, a gigante de Redmond mostra que ficou observando muito bem esse tempo todo, e revelou ao mundo o seu próprio tablet, o Surface.

E, agora, tudo indica que a Microsoft vai terminar o trabalho que a Apple começou. E mostra que está no mesmo patamar, recriando aquela rivalidade que ficou tão famosa nos anos 90. O Surface é uma simbiose entre o desktop e o smartphone: usa o mesmo sistema operacional do PC, o Windows 8 que, por sua vez, compartilha seu núcleo com a plataforma do telefone, o Windows Phone 8. Softwares de um vão funcionar no outro. E a experiência de uso será a mesma. De fato, o Surface tem tudo para ser um tablet bem mais democrático.


"YAY! É a Apple versus Microsoft de novo! Como nos velhos bons tempos!"


O Windows tem uma base de 1,3 bilhão de pessoas no mundo todo, como afirmou Joe Beltiore, vice-presidente da divisão Windows Phone, durante a conferência de apresentação do Windows Phone 8 na semana passada. Quase 1/7 da população do planeta conhece o Windows, sabe usá-lo e naturalmente vai continuar usando. O sistema da Microsoft tem 93% de participação no mercado.

Não seria muito natural pra essas pessoas, formadas, em sua maioria, por usuários ?casuais?, migrar para uma versão mais recente da plataforma que já conhecem? Na hora de adquirir um tablet, então, é bem provável que optem pelo aparelho da própria Microsoft. Especialmente para quem quer muita produtividade ? ei, Office, estamos falando de você!


Eu TINHA que colocar uma foto do Ballmer. Pena que ultimamente ele anda meio contido.



Para completar, a Microsoft deixou de ser careta e apresentou um tablet muito bonito. A capinha magnética que também serve de teclado é uma idéia fantástica para transformar em uma tremenda ferramenta de produtividade o que era, até então, conhecido como um brinquedinho de luxo.

Minha visão é muito otimista, mas reconheço que ainda existem sérias questões a resolver. Para fechar a minha coluna desta semana, destaco duas: a primeira é a autonomia, preocupação relacionada especialmente à versão do tablet equipada com um processador Intel Core i5, uma escolha bastante inusitada para um aparelho desse tipo. Mas a principal questão que pode enterrar de vez tudo o que falei aqui, ainda está longe de ser resolvida: o preço. A Microsoft ainda não falou quanto o Surface vai custar.


Super fino, moderninho, colorido, sob medida para cair no gosto popular (se não custar seus dois rins mais um fígado)


O preço de licenciamento do Windows 8 RT, a versão para tablets ARM, fica entre US$80 e US$90 para outros fabricantes. Isso significa que esses aparelhos terão um precinho mais salgado do que o da própria Microsoft, que não precisa arcar com esse custo.

Mesmo assim, os últimos rumores não são muito promissores: o modelo do Surface com Windows 8 Pro, baseado em processador Intel,
deve custar US$799, simplesmente US$300 a mais que um novo iPad de entrada. Se a Microsoft quiser mesmo fazer uma nova revolução na informática, como a que conseguiu com a popularização dos computadores pessoais e o Windows 95 há décadas, vai ter mesmo que repensar esses valores.
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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