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KASPERSKY DESCOBRE O QUE CONSIDERA SER O MALWARE MAIS PERIGOSO JÁ CRIADO ATÉ HOJE

29/05/2012

A Kaspersky Lab, em parceria com a International Telecommunication Union (ITU), anunciou a descoberta de um programa malicioso altamente sofisticado usado como arma cibernética para atacar entidades em vários países. As investigações concluíram que o malware recém-descoberto é mais complexo e possui funcionalidades superiores aos de todas as ciberameaças conhecidas até hoje.

O programa malicioso foi detectado como Worm.Win32.Flame, e seu principal objetivo é realizar espionagem virtual. Ele pode roubar informações como conteúdos de um computador, dados em sistemas específicos ou de contatos, arquivos armazenados, documentos e até mesmo conversas em áudio. Após roubá-las, as informações são enviadas para uma rede de servidores de comando e controle, localizados em diferentes partes do mundo.

Os resultados da pesquisa indicam que o malware tem sido disseminado há mais de dois anos e que, devido à sua complexidade, nenhum software de segurança havia conseguido detectá-lo. O número exato de máquinas infectadas ainda não foi revelado. Contudo, está claro que o Flame tem a capacidade de se replicar através de vários métodos, como, por exemplo, usando dispositivos USB.

A pesquisa foi iniciada pela ITU e Kaspersky Lab depois de uma série de incidentes com outro malware destrutivo, e ainda desconhecido, ? apelidado de Wiper ? e que é responsável por apagar dados de um elevado número de computadores na região da Ásia Ocidental. As pesquisas sobre este malware ainda não foram concluídas, mas, durante a análise, os especialistas da Kaspersky Lab, em conjunto com a ITU, acabaram por descobrir o novo malware, conhecido agora como Flame.

"O risco de guerra cibernética tem sido, nos últimos anos, um dos assuntos mais graves na área da segurança da informação. O malware Flame parece ser uma nova fase nesta guerra e é importante entender que as armas cibernéticas podem facilmente ser usadas contra qualquer país. Neste caso, ao contrário da guerra convencional, os países mais desenvolvidos são realmente os mais vulneráveis", afirmou Eugene Kaspersky, CEO e co-fundador da Kaspersky Lab.

Os especialistas da Kaspersky Lab conduzem atualmente uma análise profunda do Flame para que nos próximos dias uma série de posts revele mais informações sobre a nova ameaça. Por enquanto, o que se sabe é que o malware é composto por vários módulos e vários megabytes de códigos executáveis. Isso significa que analisar e reverter esta arma exige uma grande equipe de especialistas e engenheiros altamente qualificados e com vasta experiência em ciberdefesa.

 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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