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GOOGLE REJEITA BLOQUEIO AUTOMÁTICO DE PORNOGRAFIA

25/05/2012

O Google, durante um debate em Hertfordshire nesta semana, na Inglaterra, declarou ser contra a proposta do país em adotar um bloqueio automático de sites pornográficos junto aos provedores. A chefe do Departamento de Políticas Pública do Google, Sarah Hunter, afirmou que a empresa é a favor da educação ao invés das medidas técnicas.

?Nós acreditamos que as crianças não deveriam ver pornografia online?, destacou a executiva. ?Mas discordamos dos mecanismos. Não é assim tão fácil.?

 

Os provedores do Reino Unido têm sido criticados por não oferecer meios para bloquear conteúdo adulto para as crianças, conforme a BBC. Para Hunter, não se trata apenas de dar soluções simples para os pais, mas sim em ?fazer mais esforço do que foi feito no passado para assegurar que os pais realmente saibam dos perigos que as crianças correm online.?

Desde 2010, as autoridades do Reino Unido
discutem a implantação de um filtro antipornografia nos provedores. A questão agora é se esse bloqueio deve vir como padrão. ?Não vemos isso como censura, é uma questão de escolha?, diz Andrew Heaney, diretor-executivo do provedor TalkTalk. ?Certamente não devemos forçar os provedores a deixar o bloqueio como padrão?, destaca o executivo. Mas ele reconhece que ?o governo deve encorajar os provedores a oferecer a possibilidade?.

Kirsty Hughes, diretor executivo da ONG Index on Censorship, segue a mesma linha de raciocínio do Google. ?Estamos falando sobre bloquear conteúdo legal. Impedir a pornografia infantil não é a mesma coisa que bloquear sites adultos legais?, ressalta. E ainda questiona: ?quem decide o que vai ser bloqueado? Quem compila essas listas? Isso é uma forma de censura.?

Ainda segundo a BBC, algumas redes móveis já contam com uma política de bloqueio que exige do usuário uma prova de que ele é maior de idade para poder acessar conteúdo adulto ? e não apenas pornografia. No entanto, esses métodos podem não ser muito precisos. Um estudo do Open Rights Group descobriu que 60% dos sites pesquisados foi bloqueado por engano, o que inclui blogs pessoais, sites de comunidades e até mesmo conteúdo político.
 
 
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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