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INDIANO PEGA 30 DIAS DE PRISÃO POR ESPIONAR COLEGA VIA WEBCAM; VÍTIMA COMETEU SUICÍDIO

22/05/2012

Um ex-estudante indiano da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey (EUA), foi condenado a 30 dias de prisão por crime preconceito ao divulgar um vídeo gravado com uma webcam em que seu colega de quarto aparece beijando um homem. Após a publicação das imagens na internet, a vítima cometeu suicídio.

Além da pena de 30 dias de prisão, Dharun Ravi, 20, ficará três anos sob liberdade assistida. O juiz do caso, Glenn Berman, não recomendou a extradição do jovem à Índia, onde ele nasceu e possui cidadania. Uma multa de US$ 10 mil foi cobrada do condenado.

Segundo o ?Guardian?, Ravi não foi acusado pela morte do colega de quarto, mas o suicídio da vítima ?pairava? sobre o julgamento do caso e levou à discussão da aplicação de leis contra crimes de ódio e preconceito.

Entenda o caso

Em setembro de 2010, o colega de quarto de Ravi, Tyler Clementi, 18,  pediu que ele passasse uma noite fora para que ele tivesse privacidade para receber um convidado. Ravi então foi ao quarto de um outro amigo e ligou remotamente uma webcam.

No vídeo, Ravi viu Clementi e outro homem se beijando e espalhou a notícia via mensagens instantâneas e pelo Twitter.

Uma amiga de Ravi, Molly Wei, mostrou alguns segundos do vídeo ao vivo para alguns colegas de quarto. A jovem, no entanto, entrou para um programa de intervenção pré-julgamento que pode livrá-la de ter registros criminais caso siga uma lista de condições impostas pelo juiz do caso.

Depois de assistirem às imagens à distância, os dois jovens recuperaram o vídeo e o publicaram no site iChat.

Dois dias depois, Clementi novamente pediu para que Ravi o deixasse sozinho no quarto; o estudante contou no Twitter como as pessoas poderiam fazer para acessar novamente a webcam no quarto.

Dessa vez, entretanto, nada apareceu nas imagens. Na noite seguinte, Clementi pulou da ponte George Washington, em Nova York. Antes do suicídio, ele havia lido as mensagens publicadas por Ravi no Twitter. 

O caso, que foi capa dos jornais nova-iorquinos, causou revolta: a comunidade homossexual denunciou o assédio sofrido pelo jovem. "Estamos enojados com o fato de que certas pessoas (...) possam considerar a destruição de uma vida um esporte", declarou na época Steven Goldstein, presidente da associação de defesa dos direitos dos homossexuais "Garden State Equality".
 
 
 
Fonte: Uol

 
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