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COPA DO MUNDO: TI AINDA NÃO É PRIORIDADE

16/05/2012

 

A Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), realizou nesta terça-feira, 15, em São Paulo, o seminário ?TIC e a Copa em São Paulo?. O evento teve o objetivo de discutir os projetos de Tecnologia da Informação e Comunicação demandados pela Copa e seu legado para a cidade, mas o que se viu estava bem longe disso.

Ouvidas autoridades das três esferas ? federal, estadual e municipal ? percebe-se que ainda não há qualquer definição sobre a estrutura de TIC que será necessária para o evento e seu status de implementação. O diretor do departamento de direitos do torcedor do Ministério dos Esportes, Paulo Sergio Castilho, por exemplo, afirmou que a tecnologia terá papel importante nos sistemas de segurança ao torcedor. ?Precisamos nos preparar bem, porque o mundo estará de olho no Brasil?, disse, e só.

O mesmo caminho foi seguido por Raquel Verdenacci, coordenadora do comitê paulista de preparação para a Copa. Ela disse quer os desafios enfrentados pelo governo de São Paulo ultrapassam qualquer exigência que a Fifa faça em relação à Copa do Mundo. ?Vamos compatibilizar as demandas já existentes com as demandas do evento. Temos que aproveitar a Copa para acelerar estes investimentos?, disse.

Verdenacci disse que o governo estadual tem três objetivos como meta: que São Paulo passe a contar com uma rede de serviços ao turista de qualidade; que o estado se consolide como destino internacional de eventos; e que os investimentos do governo sejam direcionados ao legado para a população. ?A TI tem tudo a ver com esta rede de serviços que queremos oferecer aos turistas e é ela que vai nos permitir otimizar a estrutura que temos hoje?, concluiu, sem detalhar de que forma, ou por meio de quais projetos, isso será feito.

Também o representante da prefeitura de São Paulo, um assessor do secretário especial de articulação para a Copa do Mundo, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, fez uma apresentação sobre o status da preparação da cidade para o evento e da construção do estádio em Itaquera. Também ele disse que a TI será fundamental, mas não detalhou planos ou estratégias.

A falta de planos mais consistentes, ou mesmo de projetos já em andamento, surpreende, principalmente pelo fato das necessidades de TIC já serem conhecidas. Antonio Gil, presidente da Brasscom, lembrou que há três anos, por encomenda da entidade, a A.T. Kearney fez uma pesquisa que identificou os fatores de TI necessários para que o Brasil tenha uma Copa exemplar. ?Os estádios são a parte mais fácil da história. Eles não são o problema principal?, afirmou Gil.

Ele lembrou que o estudo mostrou exatamente quais investimentos devem ser feitos em infraestrutura e que o grande desafio é adequar o evento ao atual cenário global. ?Hoje há uma preocupação grande com temas como cloud computing, banda larga, mobilidade, big data, que não estavam contemplados há três ou quatro anos. Estamos atrasados e precisamos construir em ritmo de Juscelino para chegar a bom termo?, afirmou.

O executivo deixou claro que o Brasil tem a obrigação de apresentar uma estrutura de TIC classe mundial, já que trata-se do quinto maior mercado de TIC do mundo, a caminho de se tornar o quarto até 2020. ?Além disso, somos muito bons em TI, onde temos inúmeros exemplos de excelência como os sistemas financeiros, governo eletrônico e votação eletrônica?, disse.


 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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