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AS NUVENS PODEM ASSUMIR VÁRIAS FORMAS

27/04/2012

A decisão de adotar Cloud Computing é complexa e simples ao mesmo tempo, dependendo do grau de maturidade de TI e os sistemas de missão crítica existentes internamente.

Essa decisão deve ser sustentada por alguns pilares importantes, tais como o estratégico junto à análise da competência da empresa na gestão da sua área de TI e sua capacidade de investimento para que tudo funcione adequadamente, e comparada com os benefícios na adoção da solução de CloudComputing, tais como investimento nulo na aquisição e significativa redução de custos com a gestão das aplicações feita por provedores externos.

Deve-se analisar quais aplicações podem ir para nuvem, quais competências existem dentro da empresa para gerenciar as aplicações de missão crítica do negócio e qual é o grau de maturidade de TI dentro da empresa.

Em relação aos modelos de CloudComputing, é possível implementar quatro modalidades distintas: nuvem privada dentro do ambiente do cliente; nuvem privada como serviço; nuvem pública e nuvem híbrida. Todas elas atendem às necessidades específicas, portanto, é fundamental entender o ambiente tecnológico da empresa e alinhar continuadamente a área de TI à estratégia dos negócios.

Vou comentar aqui em detalhes cada um dos modelos mencionados acima:

- Aquisição de Private Cloud in House

Neste modelo, é necessário fazer investimento em infraestrutura interna. Faz parte dessa infraestrutura: servidores e storages específicos para a finalidade e licenciamento de softwares de virtualização e provisionamento. Esses investimentos objetivam a implantação de uma plataforma dedicada para a virtualização e consolidação de servidores, com provisionamento e gerenciamento internos.

O custo dessa modalidade é o mais elevado dos quatro, pois exige investimento alto em infraestrutura básica de Data Center, sistema de ar-condicionado e resfriamento redundantes, equipamentos específicos (servidores, storages), software e pessoal especializado para implantar e suportar o ambiente internamente. Essa tecnologia exige treinamento intensivo para apoiar os ambientes de missão crítica. As aplicações continuam dentro de casa com gestão interna e total controle da equipe.

- Contratação de Private Cloud como serviço

Esta modalidade já está sendo disponibilizada de forma dedicada e customizada, batizada de Private Cloud. Ela tem algumas vantagens em relação às demais, uma vez que permite investimento inicial nulo e pagamento de acordo com a demanda. Porém, reforço que cada empresa deve considerar o perfil de seu negócio antes de adotar qualquer uma das quatro opções.

Existe uma considerável redução dos custos operacionais nesse modelo, de cerca de 40%, diretamente relacionada à isenção de investimentos em ativos e manutenção da infraestrutura interna com equipe especializada. A empresa também tem à disposição um ambiente de alta disponibilidade dedicado, podendo ter o gerenciamento e controle das aplicações que rodam nessa infraestrutura. Isso vai depender também dos serviços de gestão e administração adicionais contratados.

Em cloud privada como serviço, a empresa pode ter o nível de controle e gestão que precisa. Mas é indicado avaliar o prestador de serviço a ser contratado, que deve seguir as melhores práticas de governança em TI.

- Contratação de Public Cloud

Os recursos de computação em Nuvem Pública são compartilhados para várias empresas, podendo haver "overbooking".

O investimento inicial é nulo e o pagamento é feito de acordo com a demanda. Esse modelo reduz significativamente os custos operacionais se comparado com os custos tradicionais internos.

Dependendo do fornecedor, a infraestrutura da plataforma pública pode abrigar centenas de milhares de empresas e o custo é compartilhado e diluído.

Normalmente, as plataformas de cloud pública têm seus níveis de segurança já estabelecidos. Porém, neste caso, o cliente não interfere e tem pouco ou nenhum tipo de gestão e controle do ambiente. 

- Contratação de Cloud Híbrida

No cenário de Cloud Híbrida a empresa pode adotar todos os modelos acima, pois o cliente pode analisar quais aplicações podem ser hospedadas em nuvens públicas, quais podem ir para a nuvem privada ou quais continuarão dentro da empresa.

A decisão de ir para a nuvem (terceirização) deve ser considerada de forma estratégica e econômica, uma vez que depende muito da maturidade dos processos implantados internamente pela empresa e sua competência em administrar certas aplicações criticas para o negócio, tais como ERP, CRM ou BI. É preciso estudar o que pode ser terceirizado e quais aplicações e sistemas ficarão na nuvem privativa (interna ou externa) ou na pública.

Deve-se sempre analisar a prioridade e a relevância das informações e as funcionalidades com compatibilidade da tecnologia do ambiente de virtualização das aplicações e do banco de dados. Um fator importante é a liberdade do cliente de levar/transportar as informações para onde quiser: seja no ambiente local da empresa ou para plataforma de cloud privada externa ou pública.

Portanto, deve-se analisar a compatibilidade da infraestrutura dos provedores de serviços terceirizados em relação à empresa, para que esta portabilidade seja assegurada e sua empresa possa se beneficiar do cenário da Cloud Híbrida.

Antes de iniciar o movimento para Cloud, defina a sua estratégia de acordo com os pontos fortes e fracos da sua empresa, analise os benefícios dos vários provedores de cloud do mercado para tomar a melhor decisão e para a construção da sua estratégia de cloud.

 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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