Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

LEILÃO DO 4G É ´INICIATIVA PREMATURA´, PROTESTA TIM

10/04/2012

Neste mês, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai apresentar o edital do leilão das faixas de frequência em 2,5 GHz, que vai prestar os serviços de 4G no País, e a discussão sobre o tema voltou à tona. A TIM alertou, por meio de comunicado à imprensa, para alguns fatores que podem prejudicar a competitividade entre os participantes da disputa para a utilização dos serviços de quarta geração de telefonia celular. A ocupação do espectro por um mesmo grupo empresarial é um deles.

?O equilíbrio da utilização do espectro é um dos princípios que tornou o Brasil um dos mercados mais competitivos do mundo. Haverá o risco de canibalização, caso não seja levada em conta a obrigatoriedade das operadoras em renunciar antecipadamente ao espectro, quando possuem o direito de uso para atividades de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS)?, comenta Girasole.

A operadora acredita que os compromissos de abrangência e cobertura, previstos no edital, devam ser alterados, priorizando o 4G para as cidades onde houver mais concentração de pessoas durante a Copa e Olimpíadas, por exemplo. Nas demais localidades, a TIM defende que o adequado seria aguardar por uma frequência mais eficiente para incrementar a banda larga móvel (700 Mhz). Para a TIM, o tema precisa ser debatido com urgência, já que o leilão deve ser realizado em junho.

A TIM informa, no entanto, que não é contrária à chegada da tecnologia 4G no Brasil, mas entende que trata-se de uma iniciativa prematura, já que o 3G ainda não alcançou sua maturidade mercadológica.

?O backhaul no País ainda é frágil para sustentar a transmissão em banda ultralarga. É por isso que medidas são fundamentais para corrigir situações de abuso dos grupos integrados em relação ao acesso à infraestrutura física, inerente à banda larga móvel?, afirma o diretor de assuntos regulatórios da TIM Brasil, Mario Girasole.

Serão licitadas quatro faixas de frequências. Três delas com banda de 20+20 MHz e uma com banda de 10+10 MHz. A companhia que adquirir as faixas de 20 MHz, automaticamente, terá que implementar uma rede em 450 MHz para atendimento às áreas rurais.

Para Girasole, grupos empresariais que já possuem o espectro de TV paga por micro-ondas ou MMDS e que tenham intenção em participar da faixa de 20+20 MHz precisam renunciar a sua participação neste bloco. O edital prevê que as operadoras participantes do leilão liberem as bandas P e U, permitindo que não haja concentração de espectro, resultando em vantagem indevida.

?Abrir mão dessa norma de renúncia preventiva, ocasionaria uma penalização ao ambiente competitivo. Na prática, quem participa do bloco 20+20 MHz e tem outro espectro, seguindo as regras atuais, deve renunciar ao que já possui para participar?, argumenta Girasole.

De acordo com comunicado da TIM, a associação das frequências de 450 MHz e 2,5 GHz no leilão é outra questão controversa. As concessionárias se recusaram em assumir a responsabilidade de levar a cobertura para áreas rurais para o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU).
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar