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PORTO ALEGRE DEFLAGRA GRITO DE ALERTA CONTRA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

28/03/2012

Mais de oito mil empresários e trabalhadores ocuparam ruas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, 27/03, numa manifestação de empresários e trabalhadores de diversos setores da economia contra o processo de desindustrialização por que passa o país, e que já ameaça os empregos.

Protestando contra os estragos provocados pelos juros altos, pelo Real valorizado, pela alta carga tributária no país e pela invasão de produtos importados, sobretudo da China, os manifestantes partiram do Largo Glênio Peres e seguiram até o Palácio Piratini, onde uma comissão foi recebida pelo Governador do estado, Tarso Genro, que demonstrou apoio às demandas e o movimento.

O ato público contou com a participação do vice-diretor da Abinee no Rio Grande do Sul, Régis Sell Haubert, que acompanhou a manifestação, ao lado das lideranças empresariais e dos trabalhadores, participando do encaminhamento das reivindicações ao Governador e aos representantes Assembleia Legislativa do Estado, disse que o setor produtivo precisa de medidas efetivas e emergenciais que possam minimizar a invasão de produtos importados no mercado brasileiro, que impõe uma perda de competitividade ao país frente aos concorrentes internacionais.

A manifestação de Porto Alegre foi a primeira das seis já agendadas pelo movimento Grito de Alerta. O protesto vai se repetir nesta quarta-feira (28), em Florianópolis (SC), dia 3 de abril, em Curitiba (PR), dia 4 em São Paulo, dia 13, em Manaus, e dia 10 de maio, em Brasília. Presente ao ato no Palácio Piratini, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que preside a Câmara de Gestão do governo federal, reforçou o coro dos contra a falta de competitividade da economia brasileira.

"A competitividade intramuros das empresas brasileiras é boa, mas no quadro geral três ou quatro temas são prioritários", disse. Para Gerdau, o país precisa de maiores investimentos em educação para aumentar a produtividade dos trabalhadores, de uma reforma tributária para eliminar os impostos em cascata, da redução dos juros e dos custos de logística.

Ele defendeu ainda o fim dos incentivos fiscais concedidos por alguns Estados às importações. "Não posso aceitar que os importados paguem menos impostos do que os produtos fabricados no Brasil", completou. Posição também defendida pelo presidente da Abinee, Humberto Barbato. ?A indústria está cada fez mais frágil, o que já está refletindo na perda de postos de trabalho e na capacidade futura de desenvolvimento da nação?, alertou o executivo.

 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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