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´DEVEMOS APLAUDIR A APPLE´, DIZ PRESIDENTE DA HP

23/03/2012

 

Meg Whitman, presidente CEO da HP desde setembro do ano passado, não escondeu sua admiração pela Apple e o cofundador da rival, Steve Jobs, durante o encontro anual de acionistas da HP.

A série de elogios a fabricante do iPhone aconteceu após um dos presentes no evento sugerir olhar para a Apple. ?Sua capitalização de mercado é dez vezes maior que a nossa, pelo sucesso que obteve em setores que nós costumávamos dominar?, disse um deles, em clara referência ao segmento decomputadores pessoais.

?Todos devemos aplaudir a Apple pelo que conseguiu?, respondeu a CEO. ?Steve Jobs foi provavelmente o gênio dos negócios de nossa geração?, completou.

?Há uma pequena companhia em Cupertino, não muito longe daqui, que possui lojas que, simplesmente, vendem seus próprios produtos?, comentou, ironicamente, um acionista. ?Os consumidores passam a noite em fila só para comprar o último lançamento. Gostaria de ver a HP com uma proposta semelhante.?

Whitman, então, lembrou que uma loja da empresa foi aberta no Brasil e que o site está sendo aprimorado para facilitar a aquisição de aparelhos pela Internet. Reiterou, também, que quer retomar os dias de glória.

Gafe

?A HP fará 70 anos em 2014?, disse, orgulhosa, durante o encontro anual com acionistas, realizado na ultima quarta-feira (21/03). ?Poucas empresas no Vale do Silício alcançam longevidade, e meu trabalho é preparar a HP para os próximos 70 anos.?

Esse é um mote que Whitman vem utilizando nos últimos meses, enquanto tenta elevar o entusiasmo em relação à revigorada companhia que pretende construir. O único problema é que parece ter errado na contagem;

?Creio que a HP foi fundada em 1939?, disse um acionista veterano, logo após a fala da CEO. De acordo com o próprio site da fabricante, ele está certo, o que aumentaria em cinco anos a idade da gigante.

Infraestrutura e rede
O foco do negócio continuará sendo a comercialização de equipamentos de infraestrutura ? servidores, dispositivos de armazenamento e de rede. A compra da Autonomy, em outubro, não significa que a HP se tornará uma companhia de software, afirmou, mas que reconhece que aplicações ajudam a solucionar problemas de clientes e firmam relacionamentos longos.

A executiva deu entender que demissões farão parte de seu plano de reorganização ? algo que já era especulado dada a provável união entre as unidades de impressão e de PCs. Segundo ela, muitos funcionários de vendas foram contratados, mas o retorno não foi o esperado. ?Teremos que agir e garantir que nossos gastos voltem ao nível condizente com nossa renda.?

O objetivo da reorganização é aumentar o montante disponível para investimento em pesquisa e desenvolvimento, voltar a inovar e acertar o rumo, finalizou Whitman, reforçando o que vem defendendo nas últimas semanas.
 
 
 
Fonte: MacWorldBrasil

 
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