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ECOPC: O COMPUTADOR FEITO DE GARRAFA PET

12/03/2012

Foi durante uma enchente que o mineiro Adriano Reis Carvalho teve uma ideia que mudaria sua vida. Ele percebeu que, na sua cidade, muitas garrafas PET eram jogadas na rua e, por consequência, entupiam os bueiros. Como cada garrafa demora cerca de 400 anos para se decompor, ele pensou: e se usássemos este material para criar um computador?

O jovem inventor de São Lourenço fez uma parceria com catadores de lixo da cidade, que vendiam as garrafas já prensadas, e começou a desenvolver o projeto do EcoPC, que tinha como principal objetivo ser um gabinete e computador sustentável. "Demorei um ano para conseguir alcançar o resultado final. Com 20 garrafas, criei o primeiro EcoPC", conta.

Adriano e seus dois sócios na empresa Aja Tecnologia, conseguiram manipular o Pet de uma forma que as garrafas poderiam ser modeladas de qualquer maneira. No entanto, para seguir o conceito de PC sustentável, eles optaram por criar um gabinete pequeno de 5 por 18 centímetros. "O EcoPC é mais leve e 8 vezes menor que um computador padrão, o que ajuda a diminuir os gases do efeito estufa, pois no mesmo veículo que seria transportado X computadores, nós poderíamos transportar muito mais unidades", comenta.

Além de a carcaça ser totalmente ecológica, a parte interna também ganhou uma atenção especial neste sentido. Adriano usou uma placa mãe de baixo consumo energético, que foi comprovada por um laudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a única instituição credenciada pelo Inmentro. "Enquanto um computador tradicional gasta 60 W de energia, o EcoPC gasta 20,7 W, é um terço a menos", conta. "O que o computador gera de economia de energia, daria para se pagar", completa.

Sobre o desempenho, Adriano garante que a máquina é ótima e pode ser configurada de diversas maneiras. O protótipo apresentado para o Olhar Digital tinha HD de 500 GB, memória de 4 GB e processador dual core. No entanto, nossa equipe não testou o equipamento. Ao ser questionado sobre a fragilidade do produto, o inventor diz que a máquina não tem problemas de aquecimento, mesmo sendo produzido com um material mais delicado.

Computador retornável

Como parte do projeto, Adriano também criou um programa de reciclagem do produto. A ideia é que a empresa compre os EcoPCs obsoletos, com cerca de 2 ou 3 anos de uso, e recicle o equipamento, utilizando a carcaça dos antigos para a produção de novas máquinas. "O lixo eletrônico é um problema sério. A gente só vai vender nosso projeto se a empresa interessada fizer a reciclagem do produto", afirma.

Os empresários estão em busca de um investimento por parte do governo ou empresas privadas e já até pensam em levar a ideia para outros equipamentos.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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