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BATALHA PELO CONTROLE DE VIDEOCONFERÊNCIAS GANHA FORÇA

05/03/2012

A tentativa da Cisco Systems para convencer um tribunal europeu a impor condições mais severas à aquisição da Skype pela Microsoft sinaliza que as empresas de tecnologia estão se preparando para a batalha pelo controle daquilo que muitos dizem será a próxima grande tendência: videoconferências.

À medida que a gigante das redes corre para proteger sua liderança de mercado e controle sobre uma tecnologia que está avançando do mundo dos negócios para o uso pessoal, empresas rivais como a Polycom e Citrix Systems vêm desenvolvendo soluções de fácil uso.

T.C. Worley - 22.dez.2011/"The New York Times"
John McClure pratica gaita de foles observado por seu professor Jori Chisholm, por videoconferência
John McClure pratica gaita de foles observado por seu professor Jori Chisholm, por videoconferência

Todas elas concorrerão com a Microsoft, que segundo os analistas planeja integrar o Skype aos seus produtos, o que pode tornar seu software mais atraente e beneficiar futuras gerações de aparelhos equipados com o Windows.

O mercado de teleconferências é pequeno, mas sua crescente popularidade junto aos consumidores e uso mais amplo em celulares fazem com que a disputa -travada nos tribunais, junto às autoridades regulatórias e por meio de fusões e aquisições- ganhe importância.

"O vídeo é o novo mundo... e veremos muitas aquisições, muitos processos, e as empresas que ficarem para trás certamente tentarão contestar judicialmente o uso de patentes", disse Krish Ramakrishnan, presidente-executivo da Blue Jeans Network, uma companhia de videoconferências online.

O grupo de pesquisa Infonetics previu que o vídeo será a principal tendência nas telecomunicações. O mercado mundial de teleconferências empresariais atingirá US$ 5 bilhões em 2015, ante US$ 2,2 bilhões em 2010.

As videoconferências estão à beira de uma adoção generalizada. Novos serviços e software permitem que computadores, tablets ou celulares inteligentes comuns, dotados de conexão de alta velocidade com a internet, ofereçam qualidade semelhante aos caros sistemas antes reservados ao uso de empresas.

Na realidade, serviços gratuitos de chat em vídeo como o FaceTime, da Apple, o Skype e o Google+ vêm tornando o uso de videoconferências cada vez mais frequente fora do local de trabalho.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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