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EXECUTIVO DA EMC DEFENDE CRIAÇÃO DE LEIS PARA CIBERCRIMES

01/03/2012

Cresce a preocupação para manter o controle da segurança corporativa, especialmente após empresas e instituições governamentais terem sofrido ataques nos últimos meses em diversos países. A observação é de Art Coviello, vice-presidente-executivo da EMC Corporation, que considera vital três ações para evitar que organizações não registrem perda de informações, que pode manchar a imagem da companhia e custar milhões. 

?Assegurar a disponibilidade, adotar e praticar a governança e planejar os riscos são importantes ações que devem ser levadas em consideração para blindar a organização?, ressalta o executivo. A própria RSA, divisão de segurança da EMC, prossegue, foi vítima de ataques em 2011 e sabe como é difícil a tarefa de manter-se protegida, mas Coviello afirma que a organização tem atuado para eliminar problemas do tipo não só internamente, como também para seus clientes.

Uma das medidas que a RSA tem tomado é alimentar parcerias com outros fornecedores, como Intel, PromonLogicalis e Symantec [que tem aliança estratégica com a VMware, empresa da EMC], para eliminar silos e blindar os muros empresariais de corporações de diferentes segmentos. ?Entendemos que se não praticarmos a colaboração não vamos satisfazer completamente nossos clientes?, assinala Coviello. 

Outro elemento que tem tirado o sono das organizações, diz, é o hackativismo. ?Há diferentes tipos de grupos criminosos ou ativistase todos eles estão tirando vantagem da tecnologia e as companhias precisam de ferramentas para combatê-los?, afirma. ?No mundo físico, cada um tem uma impressão digital, já no universo digital é mais desafiador encontrar uma pista de quem é o criminoso?, observa.

A criação de leis específicas para o crime digital para que as autoridades policiais consigam obter provas mais consistentes e apliquem medidas mais severas é uma movimentação defendida por Coviello. ?Se uma pessoa rouba um banco fica na prisão por muitos anos. Então, qual é a diferença de quem assalta e quem pratica crimes digitais??, questiona.

Aditivo na estratégia
De acordo com Coviello, tecnologias emergentes têm ampliado o investimento em segurança, como cloud computing e mobilidade, impulsionando a atuação da RSA. ?À medida que as companhias migram para a nuvem precisam se preocupar com dois pontos: a segurança que está sendo provida pelo serviço de nuvem e qual é o nível de proteção necessário para os negócios?, avalia. A RSA, diz, lançou no ano passado uma tecnologia para blindar o ambiente na nuvem, que será disponibilizada a partir de 2012 e não só as grandes organizações vão poder tirar vantagem desse ambiente, como as pequenas e médias também.

Segundo o executivo, o Brasil tem sido forte alvo de crimes digitais nos últimos tempos e que por isso, é um mercado interessante para a fabricante. ?Queremos aumentar a nossa presença e por isso vamos continuar a ampliar o investimento?, diz, sem, no entanto, especificar valores para fortalecer o posicionamento no País. ?Ampliar a segurança, diminuir o custo e tornar mais fácil o processo são as estratégias que temos seguido?, finaliza.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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