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3G BRASIL: ANATEL REVISA BASE E VAREJO VIRA ´ARMA´ NA BRIGA MÓVEL X FIXA

24/02/2012 01:00:00

No mês de janeiro, a Anatel uniformizou o critério de classificação dos acessos 3G e a base de acessos via celulares chegou a 19,2% no Brasil. Claro e Oi foram as maiores beneficiadas pela mudança no critério da agência reguladora, informa o portal Teleco.

Na banda larga móvel, a TIM, com o pré-pago a R$ 1,99, retoma a briga com as conexões fixas, interrompida por conta da qualidade da infraestrutura de conexão. Redes de varejo viram parceiras preferenciais e classes C, D e E seguem como alvo.

No processo de revisão da Anatel, houve um aumento de 10 milhões de acessos via celulares 3G, revela o portal Teleco, desta quinta-feira, 23/02. Nessa uniformização, Claro e Oi registraram maior crescimento chegando, respectivamente, a 19,5 milhões de acessos 3G e a 3,9 milhões, sendo que a Oi não revelou os números de janeiro para terminais de dados.

A Vivo contabilizava, segundo o Teleco, 11,7 milhões de aparelhos com acesso 3G e a TIM, 7,9 milhões. Hoje, segundo dados do Teleco, 19,2% dos acessos feitos via celulares acontecem via rede Terceira Geração. Os aparelhos respondem por 43,2 milhões dos 50,8 milhões de acessos banda larga móvel contabilizados pela Anatel.

Varejo vira ´arma´ na briga das móveis x fixas

Já os modems de acesso - terminais de dados - ficam em 7,6 milhões, mas esse montante, adverte o Teleco, deve ser ainda maior uma vez que a Oi não divulgou seus números em janeiro. E no uso maior da 3G, a TIM retomou uma briga que tinha sido ´relegada´ a um segundo plano nos últimos dois anos, em função, principalmente, da qualidade da infraestrutura de rede - a disputa da conexão móvel com a fixa.

A operadora lançou o acesso pré-pago a R$ 1,99 por dia. O alvo, assume o responsável pela área de Internet Móvel de consumo da TIM, Bruno Marsili, é, sim, o consumidor residencial que não quer pagar um pacote de banda larga nem ter contratos de fidelização.

"Esse produto não é para o consumidor que quer acessar a Internet diariamente. Ele fica até mais caro se for assim. Mas ele é voltado para aquele internauta que quer acessar no sabado, no domingo, no feriado, quando não está no trabalho para navegar na Web. É para quem acessa uma vez, duas vezes no máximo de casa para não ter que pagar planos de banda larga", explica Marsili.

Para atrair esse novo usuário, a ideia é mesmo apostar no preço do acesso e na liberação pelo dia inteiro, mesmo com limitações de downloads - 80 MB. "Posso garantir que esse delimitante não impedirá o internauta de assistir vídeo, de baixar seus programas favoritos", sustenta o executivo da TIM Brasil. Subsídio dos modems está fora da estratégia, mas a TIM obteve um custo de R$ 99,00 junto aos principais fornecedores, entre eles, Huawei e Onda.

"Os preços dos modems caíram bastante e ele virá no pacote, na hora da compra do primeiro PC, e poderá ser parcelado", observa Marsili. Neste item, as redes de varejo despontam como prioritárias para o sucesso da estratégia. Marsili não quis antecipar nomes das redes já fechadas, mas assume que a Magazine Luíza, por exemplo, já vai iniciar a venda de PCs com o modem TIM incluído. Outras redes estão em negociação e deverão vender o produto ainda neste primeiro trimestre.

Com relação à qualidade do serviço - bastante contestada no início pelos clientes - Marsili diz que a TIM tem, hoje, 25 mil quilometros de rede baseada em fibra óptica e ampliou o seu backhaul e presença nas localidades. "O momento é totalmente distinto. Temos a TIM Fiber - que vai entrar no mercado - para nos dar reforço nesse modelo de acesso para PCs e notebooks onde não há a conexão fixa tradicional", completa.


 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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