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FUNDADOR DO MEGAUPLOAD É LIBERTADO NA NOVA ZELÂNDIA

23/02/2012 01:00:00

O fundador do site de compartilhamento de arquivos Kim Schmitz, mais conhecido como Kim Dotcom, foi libertado nesta quarta-feira (22/02) mediante pagamento de fiança na Nova Zelândia, onde estava preso há pouco mais de um mês. O juiz determinou que o Dotcom não oferece risco de fuga, ao contrário dos dois últimos resultados do pedido de liberdade.

Dotcom e outros diretores da empresa, que atualmente não oferece mais seus serviços, foram presos em 15 de janeiro sob acusações de compartilhar arquivos de mídia protegidos protegidos por direitos autorais. 

O governo dos Estados Unidos está tentando a extradição de Dotcom, que foi considerado culpado por um juri norte-americano, junto com outros 6 integrantes do Megaupload, por infração de direitos autorais, sob acusações de extorsão e lavagem de dinheiro, O Departamento de Justiça dos EUA alega que o Megaupload arrecadou 175 milhões de dólares com procedimentos criminosos e causou danos de mais de 500 bilhões de dólares a detentores de direitos autorais.

Em duas audiências anteriores, Dotcom teve seu pedido de liberdade negado porque representantes do governo dos EUA consideraram que ele oferecia risco de fuga, já que o fundador do Megaupload tem passaportes finlandês e alemão e, por isso, possivelmente ele teria acesso a contas bancárias secretas.

Mas nesta quarta-feira o juiz N. R. Dawson determinou que Dotcom "estaria abandonando sua esposa e três filhos, e efetivamente perderia todos os dispositivos e contas bancárias em diversos países, que foram fechadas ou congeladas".

O fundador do Megaupload é um "homem extremamente rico", mas o governo dos EUA não provou que Dotcom teria acesso a outras contas bancárias, de acordo com a sentença de Dawson.

O juiz considerou a declaração sob juramento de Bonnie Lam, a diretora de finanças do Megaupload em Hong Kong, que afirmou que tomaria conta das finanças pessoais de Dotcom, declarando que ele não é "uma pessoa muito organizada", segundo a determinação de Dawson.

Policiais descobriram que Dotcom tinha 59 cartões de débito ou crédito (21 deles ainda válidos) com 13 nomes diferentes, Além de seu sobrenome Schmitz, ele também usava "Kim Vestor" e "Kim Tim Jim Vestor".

Desde a prisão de Dotcom, quatro contas que beneficiavam sua família nas Filipinas foram reveladas pelo governo dos Estados Unidos, mas elas pareciam estar vazias, segundo o juiz.

Caso Dotcom fuja para Finlândia ou para a Alemanha, ele pode ser processado nos dois países. "Entrar em qualquer um desses países não resultará em imunidade de processo", escreveu Dawson.

A data para a audiência de extradição de Dotcom ainda não foi determinada. Segundo a côrte, o evento deve durar quatro dias, mas não deve começar antes de julho.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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