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EM POUCOS ANOS, O SMARTPHONE VAI SER O NOSSO PC, DIZ NVIDIA

13/02/2012 01:00:00

A NVIDIA, com seu processador móvel Tegra, tem expectativas bem otimistas em relação ao futuro dos games e a mobilidade. Com um roadmap já anunciado, que fará com que, daqui a dois anos, o chip dos smartphones tenha 75 vezes mais performance que o Tegra 2, a empresa acredita que os dispositivos móveis serão o principal computador das pessoas.

"Tablets e smartphones já têm poder gráfico muito maior do que o de vários PCs que vocês podem ver nas prateleiras de lojas de departamento", afirmou Richard Cameron, o country manager da NVIDIA, na palestra "Convergência das plataformas de jogos - o que esperar das futuras gerações" na noite de sexta-feira (10/01) na Campus Party Brasil 2012.

Isso é possível graças à linha de chipsets Tegra, que leva uma pequena placa gráfica GeForce embutida. O Tegra 3, atual geração, "já é superior a um Core 2 Duo e cinco vezes mais poderoso que o Tegra 2", segundo Cameron. Muitos apontam um impeditivo para essa tendência: a tela dos smartphones, ainda mínima se comparada aos monitores de 22 polegadas, por exemplo. "Mas essa tela não vai ser a principal", ressalta o executivo. "Você só vai usar o smartphone quando estiver fora de casa. Ao voltar, você vai colocá-lo em um dock e jogar com teclado, mouse ou joystick comum em outra tela. Isso vai ser o seu computador", previu.

Cameron mostrou que as vendas dos chips baseados em ARM (como o Tegra), para dispositivos móveis, atualmente aumentam em um ritmo cerca de seis vezes maior em relação aos processadores x86 para desktops. Esses aparelhos também têm se mostrado uma excelente plataforma de jogos: existem cerca de 50% mais games para portáteis que para equipamentos como consoles e PCs. Só no iPad, 75% dos apps pagos são games.

A Ferrari dos gamers
Mas isso não significa que o mercado de PCs irá acabar, especialmente os de alto desempenho. "Os desktops continuarão sendo as ´Ferraris´ dos gamers", ressaltou Cameron. Para provar isso, o executivo mostrou vídeos de superproduções, como "Battlefield 3", e uma demonstração da Unreal Engine 3 com "The Samaritan".

O executivo ainda afirmou que os jogos para PC estão em "franca expansão" e que a performance gráfica deles aumenta a cada nove meses com a chegada das novas gerações de placas de vídeo da NVIDIA, enquanto os consoles estão "parados", com o mesmo nível de desempenho, por entre seis e sete anos.


Comparação entre a performance gráfica e as vendas de jogos dos PCs e dos consoles. Em ambos os gráficos, o PC é a coluna verde.

Apesar da popularização das GPUs integradas, Cameron mostrou que as placas dedicadas ainda são as preferidas. "As integradas são insuficientes para atender às expectativas dos gamers", disse. Mas os chips móveis estão chegando perto. Em uma demonstração do game "Glowball", Cameron mostrou que o Tegra já é capaz de simular efeitos de física praticamente tão bem quanto aos GeForces com PhysX. Para a companhia, a tendência é que tablets e smartphones canibalizem os netbooks e comam uma fatia cada vez maior dos notebooks e PCs básicos, enquanto as supermáquinas para games continuam evoluindo de tempos em tempos, no topo do desempenho.

Uma agradável surpresa
Pelo visto, Cameron quis que sua palestra fosse realmente épica. Além de distribuir camisetas para os participantes, dez sortudos ainda levaram para casa licenças do game "Batman: Arkham City". Mas não parou por aí. No final, o executivo mostrou duas placas GeForce GTX 560 e desafiou: "Acordei com vontade de fazer um upgrade. Ou melhor, dois. As duas primeiras pessoas que trouxerem aqui sua placa de vídeo vão ganhar". A correria para desmontar os PCs não durou muito: em menos de dois minutos, apareceram os dois felizardos que vão embora da Campus Party com uma placa novinha.
 
 
Fonte: Adrenaline

 
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