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COMPRA DA MOTOROLA PODE AFETAR RESULTADO DO GOOGLE NO 4O TRI

18/01/2012 01:00:00

Os resultados no Google no quarto trimestre, período marcado pelos feriados de fim de ano, podem ser prejudicados pelas crescentes preocupações quanto às suas margens de longo-prazo após a empresa ter entrado em um mercado altamente competitivo por meio de sua aquisição de 12,5 bilhões de dólares da Motorola Mobility.

A líder no mercado de buscas e publicidade na Internet divulgará seus resultados na quinta-feira.

A ação do Google atingiu sua máxima em quatro anos neste mês com expectativas de que a empresa tenha se beneficiado da temporada de compras no fim do ano passado.

Mas tal entusiasmo foi refreado após a Motorola - a pioneira dos telefones celulares que foi ultrapassada por modelos da Apple - ter alertado que suas vendas ficarão aquém das expectativas de Wall Street no referido trimestre. Esse seria o segundo trimestre consecutivo em que a receita não alcança as previsões.

Investidores têm se mostrado desconfortáveis a respeito do plano do Google de comprar a Motorola, acordo que as companhias afirmam que será concluído no início deste ano. O presidente-executivo Larry Page nunca detalhou em profundidade sua estratégia de longo-prazo para os ativos da Motorola. Em vez disso, ele afirma que ela será administrada como uma companhia separada.

Analistas dizem que a empresa teme desagradar a Samsung e outras rivais da Motorola, que ajudaram a plataforma Android a se tornar o principal sistema para aparelhos móveis do mundo.

"É um grande fardo que será associado ao Google", disse o analista Colin Gillis, da BCG Partners.

"A Motorola é um negócio de pouca a nenhuma margem, se unindo a um outro de margens maiores", disse Gillis.

No curto prazo, o Google continua sendo um dos maiores beneficiados pela rápida migração de consumidores e usuários das mídias tradicionais para a Internet.

Analistas acreditam que o negócio de publicidade associada às buscas do Google teve um forte desempenho nos últimos três meses do ano, à medida que varejistas online e outras empresas arcaram com fortes gastos para anunciar no Google, cujo site processa duas de cada três buscas da Web.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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