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RUMOR: 300 FUNCIONÁRIOS DA FOXCONN AMEAÇAM SUICÍDIO COLETIVO

12/01/2012 01:00:00

Você fica bravo ou chateado quando alguém volta atrás com sua palavra? O caso fica mais sério quando esse "alguém" é a empresa em que você trabalha. O que aconteceu foi que mais de 300 funcionários da Foxconn, da planta de Wuhan, na China, ameaçaram cometer suícidio coletivo quando a companhia se negou a pagar uma compensação por demissões voluntárias, que já havia sido prometida.

Segundo o Mashable, uma fonte não confirmada diz que funcionários da linha de produção do Xbox 360 exigiram aumentos salariais no dia 2 de janeiro. Assim, ela deu 2 alternativas para os empregados: se demitirem ganhando uma espécie de compensação ou continuarem com seus cargos sem nenhum tipo de aumento.

A maioria deles escolheu a primeira opção. Mas, a empresa voltou atrás e acabou não pagando as compensações prometidas aos funcionários. Assim, os 300 empregados, indignados, foram ao topo do edifício, ameçando se jogar lá de cima. O caso foi tão sério que, possivelmente, o prefeito de Wuhan foi até o prédio para tentar evitar o pior.

Ao ser contatada, a Microsoft não confirmou que a fábrica produz o Xbox. Segundo um porta-voz da companhia, "a Microsoft leva muito a sério as condições de trabalho nas fábricas que fazem seus produtos" e já está investigando o caso. Também não há resposta ou comentário da Foxconn, muito menos algum conteúdo relacionado ao fato no site da empresa. 

A Foxconn já tem um longo histórico de suicídios. Em março de 2011, um cálculo mostrou que em 5 anos, cerca de 17 funcionários tiraram a própria vida. Além disso, algumas das fábricas possuem telas de proteção contra suicídio, instaladas na parte externa dos prédios, evitando que funcionários tentem se jogar dos edifícios.

Uma entidade que denuncia maus tratos em corporações entrevistou cerca de 120 funcionários da Foxconn e publicou um relatório. Nele, foram detectados casos de abuso nas condições de trabalho: "Os trabalhadores sempre têm cargas horárias excessivas e forçadas para ganharem salários mais altos", diz o relatório. Segundo ele, novos empregados passam por uma espécie de "treinamento militar".


 
Fonte: Olhar Digital

 
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