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MIGRAÇÃO PARA IPV6 EM 2012 SERÁ SEM COLAPSO, PREVÊ ESTUDO

02/01/2012 01:00:00

No próximo ano veremos mais um registro regional da Internet ficar sem endereços IPv4 (Internet Protocol version 4), mas 2012 será mais um ano para se preparar para a inevitável mudança para o IPv6 (Internet Protocol version 6) do que o ?dia do juízo final? da Internet, afirmam especialistas da área.

Até o meio do ano que vem, é esperado que o centro RIPE NCC (Réseaux IP Européens Network Coordination Centre), na Europa, mude o restante de seus endereços sob a versão do Protocolo de Internet usado atualmente pela maioria dos consumidores e empresas. Esse evento seguirá a redução em abril dos endereços controlados pelo APNIC (Asia-Pacific Network Information Centre), o primeiro dos cinco registros regionais a ficarem sem endereços para empresas e provedores de serviços.

Quando o assunto é endereçamento na Internet, o ano que está acabando pode provar ter sido um dos mais significativos em décadas. Em fevereiro, a IANA (Internet Assigned Names and Numbers Authority) saiu do negócio de determinar blocos de endereços IPv4, 30 anos após esse protocolo ter feito sua estreia. Como planejado, a autoridade entregou um dos seus cinco blocos de endereços restantes ? cada um com cerca de 16 milhões de endereços ? para cada um dos cinco registros regionais, que servem as regiões da Ásia Pacífico, Europa, América do Norte, América Latina e África.

Apesar de o relógio estar correndo sobre a disponibilidade restante de novos endereços IPv4, as pessoas que trabalham nessa transição asseguram aos usuários que eles provavelmente não serão cortados de seus visualizadores de sites ou da web por um bom tempo. Técnicas de transição para fazer os dois sistemas coexistirem não vão piorar a performance da Internet por um tempo, apontam pessoas da área. O que isso faz é dar tempo para as empresas se prepararem. 

A Europa é a próxima
O próximo prego no caixão do IPv4 deve ser martelado no próximo dia 22 de julho, de acordo com um site de previsões operado por Geoff Huston, que trabalha como pesquisador adjunto no Centro de Arquiteturas Avançadas de Internet na Universidade de Tecnologia Swinburne, na Austrália. Será nesse dia que o RIPE provavelmente realocará o resto de seus endereços que sobraram para uma empresa ou provedor de serviços de Internet, baseado no ritmo atual em que está entregando-os.

?Isso não significa que os europeus de repente perderão seu espaço de endereços IPv4 existentes?, afirmou Cricket Liu, vice-presidente de arquitetura na Infoblox, que fabrica aplicações de controle de redes automatizadas. ?No entanto, será muito mais difícil conseguir espaço para endereços IPv4?, afirma.

Esses dados poderiam ser movidos mais para perto se os provedores de serviços da Europa reagirem como os da região da Ásia Pacífico fizeram neste ano, diz Liu.

?Uma vez que seus estoques começaram a diminuir, muitos provedores disseram ´Uau, seria melhor pegar todo espaço de endereços que pudermos, rapidamente´?, disse Liu. O registro asiático acabou com seu último bloco no meio de abril deste ano. Uma corrida desse tipo por endereços na Europa é ?uma possibilidade real? para 2012, explica o especialista. O RIPE e outros registros já apertaram suas regras para a alocação de endereços IPv4 afim de evitar pânico para ?secar a piscina? muito rapidamente, mas o RIPE ainda pode fazer mais, afirma.

Em 2013, será a vez da América do Norte ver seus registros na Internet saírem dos endereços IPv4, de acordo com a previsão de Huston. A África e a América Latina devem passar por isso no ano seguinte.

Adoção ainda é lenta

Mas apesar da iminente mudança dos endereços, a maioria das empresas não começou a fazer o upgrade para o IPv6 neste último ano. Até outubro, menos de 1% de todos os subdomínio com os domínios de alto nível .com, .net e .org tinham habilitado servidores web IPv6 neles, de acordo com uma amostragem automatizada patrocinada pela Infoblox. Mas é preciso notar que o levantamento exclui o domínio .gov e os domínios individuais de países, onde o uso poderia ser maior.

A maioria das empresas fora da Ásia não estão agindo de forma agressiva para fazer o upgrade, e grande parte também não fará isso no próximo ano, afirma o analista da IDC, Nav Chander. ?A maioria delas entende que podem viver sem precisar fazer grandes investimentos imediatamente?, explica Chander.

E a maior parte das operadoras, apesar de terem feito o upgrade na sua própria infraestrutura para lidar com o IPv6 e estarem oferecendo serviços de consultoria, não estão impulsionando fortemente seus clientes para mudarem para o novo protocolo, diz o analista.

A falta de endereços IPv4 provavelmente não forçará muitas empresas ou operadoras para o IPv6 nos próximos anos, apontam analistas de mercado. A maioria das companhias que adotarem o IPv6 farão isso com configurações dual-stack que suportam ambos os protocolos, e NAT (tradução de endereço de rede) pode resolver o buraco para tornar os recursos IPv4 disponível para sistemas específicos de IPv6, e vice-versa, afirmou Liu, da Infoblox.

Eventualmente, o uso de NAT para toda conexão entre sistemas antigos e novos poderia deixar a Internet mais lenta, mas o tráfego passando por esses sistemas não será pesado o bastante para causar problemas em 2012, prevê Liu.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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