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FALTA DE HARMONIZAÇÃO DE ESPECTRO COLOCA 4G EM RISCO

19/12/2011 01:00:00

A adoção mundial dos serviços LTE corre o risco de ser dificultado por questões de interoperabilidade dos dispositivos, a não ser que os planos de harmonização das bandas do espectro possam ser concretizados, revela estudo desenvolvido pela GSMA, entidade que representa as operadoras móveis.

O levantamento -- "Global LTE Network Forecasts and Assumptions - One Year On" ("Previsões e Suposições sobre a Rede LTE Mundial ? Um ano adiante") -- prevê que haverá 38 combinações diferentes de frequência de espectro usadas na implementação de redes LTE até 2015, um cenário fragmentado, alimentado por leilões contínuos de espectro, renovações de licenças e realocação de iniciativas através de uma ampla variedade de bandas de frequência.

A falta de harmonização do espectro representa um desafio fundamental para o ecossistema emergente de LTE, potencialmente impedindo as fornecedoras de distribuir produtos LTE mundialmente compatíveis, tais como dispositivos e chipsets (grupos de circuitos integrados), ou as obrigando a aumentar os preços de seus produtos.

"A fragmentação do espectro tem o potencial de atrapalhar o roaming (transferência entre áreas de serviço) pelas redes LTE mundiais, se as fabricantes dos dispositivos forem obrigados a incluir suporte para tantas frequências discrepantes em seus dispositivos", disse o analista sênior da Wireless Intelligence e autor do relatório, Joss Gillet. "Em vista da compatibilidade retroativa (backwards) já exigida pela conectividade HSPA ou EV-DO, provavelmente não vamos ver um dispositivo "mundial" em um fator de forma (form-factor) de telefone tão cedo", acrescentou.

A Wireless Intelligence prevê que haverá mais de 200 redes LTE ativas, em mais de 70 países, até 2015, em contraste com as 40 redes, em 24 países, de hoje. O relatório observa que a banda de extensão IMT (2500/2600MHz) é a mais harmonizada globalmente, entre as usadas em implementações de LTE até hoje, respondendo por metade das redes ativas em 2011.

Enquanto isso, as previsões são de que o número de conexões LTE irá crescer de 7 milhões em 2011 para quase 300 milhões até 2015. Mais de dois terços das conexões LTE globais, hoje, estão relacionadas a implementações em 700MHz, devido a lançamentos em grande escala em andamento nos Estados Unidos (ver quadro).

A região do Pacífico Asiático tem as combinações de espectro mais variada de todas as regiões mundiais, apesar do suporte significativo ao LTE em 2100MHz (Japão), 2500MHz (China) e 1800MHz (Sudeste Asiático). As regiões do Pacífico Asiático, África e Oriente Médio vão representar, em conjunto, 50% das conexões globais até 2015, o que destaca ainda mais a necessidade urgente de uma harmonização do espectro.

A fragmentação do espectro tende a aumentar nos próximos quatro anos, conforme mais redes LTE são implantadas no dividendo digital (700/800MHz) e bandas de frequência são realocadas. Entre as 38 combinações de frequência, previstas para 2015, a banda de 700/800MHz deve ser usada em cerca de um quarto das implementações de redes LTE, em comparação com aproximadamente um terço das bandas de extensão IMT e um terço do espectro realocado.

"A realocação de espectro vai crescer em importância, como uma solução intermediária, enquanto as operadoras esperam que espectros adicionais sejam alocados pelos governos e órgãos reguladores", disse Gillet. "Nossa pesquisa indica que aquele um terço de operadoras LTE no mundo não poderão conseguir qualquer espectro adicional nas bandas 700, 800, 2500 ou 2600 MHz antes de 2016, o que vai exacerbar ainda mais as questões de capacidade de dados e limitar os planos de expansão de cobertura do LTE", declarou.
 
 
Fonte: convergencia Digital

 
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