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OLYMPUS OCULTOU ATÉ US$1,7 BI EM PREJUÍZOS

06/12/2011 01:00:00

Uma comissão de investigação constatou que a Olympus ocultou de seus investidores até 1,67 bilhão de dólares em perdas, mas é provável que não tenha provas da participação do crime organizado na fraude, informou uma fonte na segunda-feira.

A comissão tampouco recomendará acusações criminais contra os executivos envolvidos no escândalo contábil, e se limitará a apresentar os fatos e permitir que a Olympus decida como agir quanto a isso, disse uma fonte familiar com o trabalho da comissão.

"Isso cabe à companhia", disse a fonte.

O relatório da comissão deve ser divulgado já na terça-feira, quase dois meses depois que o inglês Michael Woodford, presidente-executivo demitido pela Olympus, revelou em público suas preocupações quanto a práticas dúbias de contabilidade em uma série de aquisições.

A fabricante de câmeras e equipamentos médicos desde então perdeu mais de 50 por cento de seu valor de mercado e corre o risco de ter suas ações excluídas da bolsa de Tóquio, uma sanção que a removeria dos mercados de capitais e a colocaria sob pressão para que venda seus principais ativos.

Mas pode ser que a Olympus consiga evitar essa humilhação caso não haja provas de uma conexão entre o acobertamento e a yakuza, a máfia japonesa, sobre a qual existem inúmeros boatos, e se a Olympus conseguir cumprir o prazo e corrigir sua contabilidade e anunciar os resultados de seu segundo trimestre fiscal antes de 14 de dezembro.

A fonte informou que a comissão concluiu que o antigo presidente-executivo Hisashi Mori e o ex-auditor interno Hideo Yamada haviam comandado o acobertamento dos prejuízos, que em seu momento mais agudo atingiram o valor de 130 bilhões de ienes (1,67 bilhão de dólares).

A comissão constatou que Mori e Yamada então informaram o ex-presidente da empresa Tsuyoshi Kikukawa, segundo a fonte. Kikukawa inicialmente rejeitou as acusações de acobertamento, quando surgiu o escândalo em outubro, mas ele posteriormente se demitiu e a companhia admitiu que seus prejuízos com investimentos remontavam à década de 1990.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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