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NOKIA SIEMENS VAI DEMITIR 17 MIL FUNCIONÁRIOS

25/11/2011 01:00:00

A Nokia Siemens Networks está planejando demitir 17 mil funcionários em todo o mundo como parte de um corte de custos de 1 bilhão de euros (1,35 bilhão de dólares) até o fim de 2013.

O número representa 23% dos 74 mil funcionários da empresa. A joint-venture de quatro anos e meio entre a Nokia e a Siemens tem lutado para competir com a sueca Ericsson e a chinesa Huawei. Problemas na Nokia teriam tornado a situação do empreendimento ainda mais difícil.

O anúncio não foi surpresa para Mark Newman, diretor de pesquisas da analista de mercado Informa Telecoms & Media. Neste ano, as empresas desistiram de encontrar investidores externos e injetaram 1 bilhão de euros na companhia, disse o diretor.

?Sabíamos que uma hora ou outra a Nokia Siemens precisaria tomar algumas decisões por que a injeção financeira vai acabar?, afirma Newman.

Desde o início da joint-venture, as empresas passaram por diferentes ciclos. Entre dois e quatro anos atrás, a companhia tentava competir com os preços da Huawei e da Ericsson, e conseguiu alguns negócios com uma estratégia agressiva de baixa de preços, de acordo com o diretor de pesquisas.

?Mas a questão era a lucratividade do empreendimento. Hoje, a empresa ainda é agressiva, mas não como um ano atrás?, diz Newman. 

A Nokia Siemens afirmou que para ser bem-sucedida uma fabricante tem de estar em primeiro ou segundo lugar no mercado. ?A companhia estabeleceu meta complicada, porque a Huawei e a Ericsson estão nessas posições no setor de infraestrutura wireless. É difícil prever quem a Nokia Siemens vai derrubar?, aponta o diretor de pesquisas. 

Daqui para frente, a empresa se ​​concentrará em banda larga móvel e serviços relacionados. Outras áreas, como o setor de rede fixa, serão vendidas ou "administradas por valor", segundo a Nokia Siemens.

Além da economia a partir de cortes de equipe, a Nokia Siemens também será atingida pelos cortes em áreas como imóveis, tecnologia da informação, produtos e custos de aquisição de serviços, despesas gerais e administrativas, além de empresa apontar para uma redução significativa de fornecedores para promover redução de custos e melhorar a qualidade, informou a companhia.

"O que estamos vendo agora é uma verdadeira tentativa de transformação em uma única empresa, sem sobreposição de funções", diz Newman, que também espera que a Nokia Siemens tenha uma ideia clara de sua direção ao fazer esses cortes de custos para não entrar em um longo processo que acabe com a empresa.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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